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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

@ + acentos + géneros... «Internetês»

- crónica de dia 7, no Público, em que Bagão Félix percorre, com humor, várias questões de Gramática do «Internetês»...

Recorte inicial:

Na linguagem da Net, foi dada sentença de morte ao espartano acento circunflexo, ao lânguido til, aos austeros acentos agudo e grave, e às cerimoniosas cedilhas. Quanto ao diacrítico trema, já antes do internetês, foi ao ar na reforma ortográfica de 1945, ainda que se use noutras línguas, como o alemão e até o espanhol, sem ser uma vergüenza. Dizia o grande escritor de língua portuguesa Machado de Assis que 
escrever é uma questão de colocar acentos. [...]
[sublinhado acrescentado]

quinta-feira, 28 de maio de 2015

«Agramática» - ManOel de Barros

Recortes do poema:

"Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas
leituras não era a beleza das frases, mas a doença
delas.

[...]
- Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável,
o Padre me disse.

[...]
Há que apenas saber errar bem o seu idioma.
Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de
agramática."


“Mundo pequeno, VII” in «O Livro das Ignorãças», 1993

Poema dito pelo próprio autor, ManOel de Barros, na «Videografia» n.º 29, de «CinePovero 2009» - com texto completo...

sábado, 15 de novembro de 2014

«Gramática Alternativa, II - T. Gersão

       « Terça, oito
      - Não gosto de gramática, grita o Esquilo com raiva. Quero que as pessoas dos verbos morram todas.
       Como matar as pessoas dos verbos? interrogo-me, surpresa, porque nunca me tinha ocorrido essa ideia. Ou como neutralizá-las, pelo menos?
       Vós pode sempre transformar-se em voz - experimento - podem atar-se todos os nós num único nó, ou transformar-se em noz e comer-se, e a eles dir-se-á que se concorda com elas e a elas que se concorda com eles e deixam-se a discutir a concordância da frase até ao Juízo Final, o tu é o mais resistente, o único que talvez faça falta [...]
[...] o eu é de todos o mais instável, quando se chega perto não está lá, transformou-se num leque onde todos os outros se alternam, e se abre e fecha, com os dedos da mão, o eu não existe em si mesmo,  [...]
       "Notas Para Uma Gramática Alternativa", anoto ainda mentalmente e passo adiante, porque agora não tenho tempo de pensar no assunto.»
 
Teolinda Gersão, Os guarda-chuvas cintilantes - Cadernos I - diário, [1.ª ed: 1984], 3.ª ed, Sextante, 2014, p. 75 [truncado]

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

«Gramática Alternativa» - I

«A oração é uma conjunção final»

[e «Astral», provavelmente - sempre se está no Paraíso (na E. do)]

[e ainda se fosse «caso único» ... ]