sábado, 1 de outubro de 2016

«American Girl» OU «a metáfora (?) do Comer»

American Girl in Italy, 1951 Copyright 1952, 1980 Ruth Orkin
- já era tempo de tais frases («comia-te toda») «irem a Tribunal», de fa(c)to - no DN, de hoje (foto na 1.ª página...)

- quanto à fotografia de 1951...  [... J. declara que D. nasceu em 1955... e que muito foi o «linguajar» a que «assistiu»...]

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Acentuação («andamos e andámos»)

Crónica de Nuno Pacheco, sobre a acentuação, sobretudo em volta da distinção entre «andamos» e «andámos» («às vezes um pequeno acento faz toda a diferença»)

no Público de hoje

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

AO: defunto-vivo?

- «O Injustificável Acordo Orto(Gráfico)»  artigo de Gastão Cruz, de dia 7, no Público (na sequência de outros, recentes, de (....)

DAQUI

Recorte:
 [...] As diferenças entre o português europeu e o sul-americano não são fundamentalmente ortográficas, quando sabemos bem que a separação maior dessas duas vertentes não reside no domínio da ortografia, e sim nos planos vocabular e sintáctico.
  Nenhum brasileiro, alguma vez, deixou de entender um texto oriundo de Portugal, por causa da grafia usada até há pouco (e que continua a ser utilizada por muitos, entre os quais me incluo), assim como nenhum português jamais encontrou qualquer especial dificuldade, por causa das diferenças gráficas, em apreender o que tenha sido escrito de acordo com as normas vigentes em terras brasileiras. [...]

terça-feira, 9 de agosto de 2016

«Isso sabe-se» = «Já se sabe» ( M. E. C.)

«Isso sabe-se» 
Era a expressão (Bordão de Fala?)  mais usada pela Marechal H. - 
- Equivalente, em crónica de M. E.C.

REcorte:
O “já se sabe” é o “estava-se mesmo a ver” do tempo. É como o “eu não te disse?” de quem nunca nos disse tal coisa ou o “Ah pois...” que nos acolhe quando exprimimos uma surpresa. Se as estradas estivessem cheias de sardinhas caídas do céu, estes marmanjos não pestanejariam: “Ah pois...já se sabe...(...(
Ainda não vieram os relâmpagos e as trovoadas de Agosto mas os “já se sabes” já estão todos a acumular-se por dentro dos lábios inferiores, prontos para serem disparados ao mínimo comentário sobre um imprevisto.(...(

sábado, 16 de julho de 2016

«Contínua» («ser ou não ser...»)

- «Contínua» é um termo que continua a ...  - o porquê do «contínuo» Uso de um VOC. do «Tempo da Outra Senhora», não o sabe V....

- dá título a uma «PAA» [«Ser Contínua»]: ver AQUI   [já não; passou a «Privado»...viva a «santa»...]

domingo, 29 de maio de 2016

«Testes á Visão Grátis» - FIM

«Testes á Visão Grátis» 
- em letras «Grandes», numa Tarja colada na Diagonal, na Montra de Optopmetrista da G. R. [...] - [terá aberto algum tempo, não muito,  depois de V. vir para o Galhardo, em Set. de 96...]

- um dia, quando ainda ia a pé para o Palácio, dirigiu-se ao Dono (e Técnico da Área), «protestando» pelos dois erros...; não se lembra da resposta («agreste»? «boçal-indiferente»?) da «Figura», mas o Letreiro lá continuou ...

- hoje, a caminho do «café+jornal» matinais, V. deparou-se com a montra coberta de jornais; terá falido, finalmente? [é que, Clientes, nunca lá avistou muitos...]

- Well, não há como o Tempo, para... [« e o resto não se diz...»]

terça-feira, 24 de maio de 2016

«parágrafos corridos, vírgulas alfandegárias»

- e de um texto para uso funcional» em Envelope sai um Recorte:

[...] A língua foi-lhe uma pátria, como disse Pessoa. Um território de parágrafos corridosvírgulas alfandegáriasnarradores metediços, efabulações fantásticas que guardavam parábolas, alegorias, metáforas, maravilhamentos. E se, um dia, todos ficassem cegos? E se a morte não matasse? E se Caim viajasse no tempo? E se Blimunda e Baltasar se perdessem nos olhos um do outro? E se um elefante indiano atravessasse a Europa e mergulhasse no nevoeiro, como um escritor que enfrentasse a morte? [...]

 Sílvia Cunha, Visão, n.º 903,  24 de junho de 2010
[sublinhados acrescentados]

sábado, 14 de maio de 2016

Número de «Costas», por M. E. Cardoso

Recortes da Narrativa de Miguel Esteves Cardoso, de hoje -«As nossas costas» , no Público:

  Em francês, inglês e italiano a parte do nosso corpo a que chamamos as nossas costas  não são muitas nem várias nem poucas nem duas. É só uma.Le dosthe back e la schiena ou il dorso estão no singular. [...]
   Em português alguém pode dizer "tenho uma dor nas costas" e a pessoa com quem está a falar pode perguntar "em quais, ao certo?" ou "só nalgumas ou em todas?
   O outro lado das costas não são as frentes. Temos dois olhos, ombros, braços e duas pernas, orelhas e mãos porque, embora semelhantes, estão separadas: umas e uns à esquerda, outros e outras à direita. [...]
    As costas serão duas (a superior e a inferior)? Não.  [...]
       Se nós, os que falam português, sentirmos, singularmente, uma única dor num único sítio do nosso dorso, temos a estranhia mania de pluralizar [...]
     O que é que se passa connosco e com a nossa língua? É a eterna pergunta interessante e irrespondível. Que tristeza seria acharmos que, nalgum dia do futuro, outros saberão responder por nós - ou, pior, que  deixarão de perguntar.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

terça-feira, 22 de março de 2016

o Antes e o Depois do «Mas»...

- crónica de hoje, no Público, em que, a propósito do «Caso Lula» (ou das relações entre Justiça e Política)  é argumentado que o que "vem depois da adversativa «Mas» é mais significativo do que ó que é referido antes"

RECORTES:

Diz-me onde colocas o teu “mas” e eu dir-te-ei quem és. Um dos segredos para compreender as genuínas convicções de qualquer pessoa [...] está em detectar o lugar onde no seu discurso surge a conjunção adversativa “mas”.
[...]
A conjunção adversativa é muito sedutora, porque junta opostos, permite contrastes e promove uma certa imagem de equilíbrio do locutor, mas a sua neutralidade é apenas simulada e, quase sempre, falsa. O “mas” tem de ser colocado nalgum lado, e o lugar onde ele está acaba por clarificar as verdadeiras intenções (e as verdadeiras convicções) do dono do discurso. [...]
(sublinhados acrescentados) ----             DAQUI

quarta-feira, 2 de março de 2016

Pessoa: 5 Propostas para o Bom Leitor

5 propostas para o próximo Milénio?

[terminada a Tomenta - varíável de Quadrado para Quad. - é tempo de Envelopes, antes da Fuga para o Egi(p)to, não, para o Rugido; num dos Qd.s - bem man., por sinal - o Fecho foi constituído pelo que abaixo se transcreve:...]


(a concluir)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

«Gramática» - Manuel Alegre

GRAMÁTICA

Eis a língua: território devastado
O rato rói a rolha e a gramática
E as cordas partem-se por dentro da sintaxe

As sílabas da pátria estão superlotadas

Manuel Alegre, Chegar aqui, 1984

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

MAPA DO DIA ou «como sair da frase»

Há  dois anos que V. é consultado pelo Dr. K. M., belga, especialista em [...]

Fala Ing,, Alem., Franc., e Flam. e hoje referiu que, em rapaz,  «estudou Latim, durante seis anos, seis horas por semana...»

[...] não saindo do seu Meio, e, ou, vocabulário técnico, já se entende bem com a Língua Portuguesa - mas pediu sugestões para [...]

Engraçado quando referiu que «entrava bem, mas que depois não sabia como sair da Frase...»

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

«Caderno de Vocabulário» ou «Básicopraticamente» - Lobo Antunes

[De manhã, V. viu o texto  na Barra do Quadrado de DDTS...;                Quem terá sido o Afixador?]                   Frases e palavras «soltas» da Narrativa de Lobo Antunes, para que talvez formem «uma Malha»

[...] - Se a mãe sesse o pai puzia gravata [...] - É um bocado aborrecente
[...]- O que caracteriza esta doença é ser caracterizada pelas seguintes características.
[...] Se dependesse de mim puzia o meu primo a dar aulas, arranjava um ministro menos aborrecente [...]
[...] - Lembro-me de um cabo, em Angola, que respondeu - Básicopraticamentequando lhe perguntei se ele achava que tinha razão, - [...] É chato na medida em que se torna aborrecido - [...] 
[...] E aborrecente possui uma perfeição semântica que deixa o aborrecido a léguas. 
[...] - E viver bem [...]  Exige apenas, básicopraticamente, olhinhos, e do que Portugal necessita é de cidadões com olhinhos, 
[...]Básicopraticamente não nos ocupemos demasiado dos cidadões, [...] aceitemos que as coisas são chatas na medida em que se tornam aborrecidas, 
[...] A vida dos pobres, quer dizer, dos cidadões, é tão aborrecente. [...]
Completa [agora também reproduzindo a ilustração de Susana Monteiro]  
- no arquivo da Visão -          AQUI

domingo, 8 de novembro de 2015

Modificador do grupo verbal e modificador frásico

- recentemente saída num EX., a Q. gerou raras respostas certas.

No Ciberdúvidas, como sempre:

verbete n.º 30926, de Pedro Mateus, de 13-02-2012 - AQUI

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Pessoa: «Não sei o que o amanhã trará»



Para a frase transcrita, 

«Não sei o que o amanhã trará» (... me reserva»)

- usada como título de um espectáculo de Marionetas - ref. no ALPA - ver a interpretação de António M. Feijó*, no final do ensaio «Alberto Caeiro e as últimas palavras de Fernando Pessoa», na Colóquio - Letras, n.º  155 - 156, de Janeiro de 2000
- digitalizado AQUI

- transcrição do REcorte referido:

"[...] quando em Dezembro [Novembro] de 1935, foi acometido pela crise que o levou ao hospital e à morte, escreveu, numa folha de papel retirada da pasta que sempre o acompanhava, uma frase em inglês que viria a tornar-se um exemplo mais de um sub-género particular, o dos pronunciamentos gnómicos finais legados por criaturas de génio «I Know not what to-morrow will bring.» Não parece, todavia, ter sido notado que este enunciado é uma versão de um verso de Horácio (Ode IX 13): «Quod sit futurum cras fugere quaerere»*, adoptado nas circunstâncias adversas de uma crise perceptível. A implicação é, no entanto, clara: as últimas palavras de Pessoa são o enunciado final, incaracterísticamente redigido em inglês, do estóico Ricardo Reis, o autor de tantas versões de odes de Horácio, que finalmente conduziu Fernando Pessoa até à morte"

* O verso de Horácio é traduzido no Oxford Book of Literary Quotations [...] do seguinte modo: «Do not ask what tomorrow may bring»

Colóquio-Letras, n.º 155-156, Janeiro de 2000, p. 189

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Sophia no «639»? Não, obrigado.

Ciclicamente, «Agentes cientificamente responsáveis» arriscam «leituras ditas objectivas» da Grande Arte... 

A diferença, neste Episódio, estará na «dimensão pública do «Acidente»...


A juntar ao artigo-ensaio de A. Guerreiro, o de A. Carlos Cortez («Analisar a poesia em exame ou como deturpar um poema»), hoje, na p. 47 do Público ou AQUI

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Camões

- Documentário biográfico e interpretativo, de 55', com depoimentos vários, da série «Lugares da História» - de 2002, disponível no ARQUIVO RTP

- Programa de 22', de 1978 (!) , da série «Este Portugal que somos», de, e com, António José Saraiva (1917 - 1993) -          tb. no ARQUIVO RTP

quinta-feira, 28 de maio de 2015

«Agramática» - ManOel de Barros

Recortes do poema:

"Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas
leituras não era a beleza das frases, mas a doença
delas.

[...]
- Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável,
o Padre me disse.

[...]
Há que apenas saber errar bem o seu idioma.
Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de
agramática."


“Mundo pequeno, VII” in «O Livro das Ignorãças», 1993

Poema dito pelo próprio autor, ManOel de Barros, na «Videografia» n.º 29, de «CinePovero 2009» - com texto completo...

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Hoje - arquitectas = arquitetas

a partir de hoje(?), arqui... = arqui...

Artigo do Observador

«AO» - mais vale prevenir...

... do  que remediar                   [dizia o Povo, antes «Iletrado»]

[à «beira» do «639», a «Besta», vão surgindo algumas (poucas, acrescente-se)  vozes preocupadas...; 
mas:  será mesmo que, desta vez,  «irreversível» significa «mesmo» «irreversível»...]


[repete-se o que já aqui fora inserido, a 25 de nov. de 2011  :

[Na Casa da (revista) Visão, uma Infografia («Agora que é obrigatório...») que simplifica a «Coisa» ]

terça-feira, 31 de março de 2015

«REspeita a gramática... + o gajo era genial»

... e ganha barriga»

(de O Mandarim, dito por Matilde Campilho e rematado com:

«O gajo era genial»)

AQUI

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

«a língua que mete o tu dentro do eu» - Luisa Dacosta

Recorte de depoimento de L. D., à revista «Única», de 25-06 - 2005, do Expresso - de novo reproduzida, no endereço abaixo indicado,
[sublinhados acrescentados]
 
[...]
A nossa língua é espantosa. Acho que temos uma língua privilegiada. É uma língua que tem dois tempos. Um para o tempo que se gasta, que é o estar, e um tempo para a eternidade, que é o ser. É das poucas línguas no mundo que tem isso. Depois temos uma coisa espantosa, miraculosa, que é poder conjugar pessoalmente o verbo no infinito. O infinito é o verbo fora do espaço e do tempo. Penso que é a única língua do mundo que consegue meter o tu dentro do eu. Quando digo "eu amar-te-ei", mete o "tu" e depois é que fecha o verbo. Temos essa possibilidade espantosa. A nossa língua é mitológica. [...]

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/o-adeus-a-luisa-dacosta-que-subiu-as-arvores-ate-aos-50-anos=f911111#ixzz3Rw2tTekz
 
 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Delgado

- o  documentário, de 2008, de António Cunha - Arquivo Municipal de Lisboa - Videoteca:

AQUI

- um «dossiê», nos «Explicadores» do «Observador» - AQUI

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Regaleira (Quinta da) - pelo fotógrafo Taylor Moore

- neste caso,  seguiu-se o rasto do artigo do Observador-  AQUI, 

 - para se chegar ao conjunto fotográfico - AQUI

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Gramática [(a Inutilidade do) fruto da] - Nuno Júdice

A INUTILIDADE DA GRAMÁTICA

Tocando o fruto da gramática como se
caísse de maduro, fazia com que a casca
de verbos se descolasse da polpa e via
cair o sumo do pronome sobre o sujeito
da frase que, para ele, tinha o corpo
da amada. Seguira aquele modelo segundo
o qual no princípio era o verbo; mas
o sujeito sobrepunha-se ao verbo, e via
o seu rosto, que a luz da manhã
enchia de cor, sorrir-lhe, como se
aquela sequência de palavras tivesse
outra vida para além da página. Mas
a árvore secara; e quando foi à procura
da raiz no campo estéril da sua memória,
nenhum pronome tinha corpo, e o verbo
que o animara reduzia-se a uma forma
inactiva nos seus dedos manchados de tinta

Nuno Júdice, O fruto da gramática, D. Quixote, 2014 (setembro), p. 26

sábado, 6 de dezembro de 2014

Heteronímia, Pessoa

A) [...] Hoje já não tenho personalidade: quanto em mim haja de humano, eu o dividi entre os autores vários de cuja obra tenho sido o executor. Sou hoje o ponto de reunião de uma pequena humanidade só minha. [...]

[de «rascunho» de carta a Addolfo Casais Monteiro  - DAQUI ]

B) [...]  “os heterónimos são a Totalidade fragmentada” de Pessoa. ("como dizia Eduardo Lourenço")

 - citado em artigo do Público - «Ípsilon» («Pessoa ilimitado», de Hugo Pinto Santos) que referencia obras recentes de ( e sobre) Pessoa - AQUI

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Haver (o «malfadado» Verbo) - A. A.

«Mestre» de Ofício próximo enviou a C. o seguinte «E-mel»:

Eu falo português "de ouvido" e já não me lembro das justificações... Tira-me uma teima que ando a ter com uma data de gente, sff:

Houveram atividades ? ou Houve atividades?
Haverão atividades? ou Haverá atividades?

Qual é a regra?
A. Am.

Lá seguiram dois «verbetes» do «CBDV»:

http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=30893 (Eunice Marta, 03 - 04 - 2012)
http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=30873  (Eunice Marta, 29 - 03 - 2012)

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Fraseária Pessoana, I

[inaugura uma nova secção...]

«[em Campos], o cansaço é uma inércia tornada abstrata»

J. P. 
[quem, ó C?] 
- Disc. do Palácio 1314


sábado, 15 de novembro de 2014

«Gramática Alternativa, II - T. Gersão

       « Terça, oito
      - Não gosto de gramática, grita o Esquilo com raiva. Quero que as pessoas dos verbos morram todas.
       Como matar as pessoas dos verbos? interrogo-me, surpresa, porque nunca me tinha ocorrido essa ideia. Ou como neutralizá-las, pelo menos?
       Vós pode sempre transformar-se em voz - experimento - podem atar-se todos os nós num único nó, ou transformar-se em noz e comer-se, e a eles dir-se-á que se concorda com elas e a elas que se concorda com eles e deixam-se a discutir a concordância da frase até ao Juízo Final, o tu é o mais resistente, o único que talvez faça falta [...]
[...] o eu é de todos o mais instável, quando se chega perto não está lá, transformou-se num leque onde todos os outros se alternam, e se abre e fecha, com os dedos da mão, o eu não existe em si mesmo,  [...]
       "Notas Para Uma Gramática Alternativa", anoto ainda mentalmente e passo adiante, porque agora não tenho tempo de pensar no assunto.»
 
Teolinda Gersão, Os guarda-chuvas cintilantes - Cadernos I - diário, [1.ª ed: 1984], 3.ª ed, Sextante, 2014, p. 75 [truncado]

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

«Gramática Alternativa» - I

«A oração é uma conjunção final»

[e «Astral», provavelmente - sempre se está no Paraíso (na E. do)]

[e ainda se fosse «caso único» ... ]

terça-feira, 28 de outubro de 2014

«Se» apassivante e «se» impessoal

É uma distinção que cria algumas dificuldades a quem (ainda) não esteja «rotinado» nestas «ocorrências» do pronome pessoal «se»

- resposta a consulente do Brasil - no «CBDV» - detalhada, com exemplos e sistematizada, por Pedro Mateus, em 05 - 03 - 2012 (n.º30766) - AQUI

- ver também, na mesma plataforma - resposta de 25 - 10 - 2011 - (n.º 30045) de Miguel Moiteiro Marques - AQUI

domingo, 26 de outubro de 2014

Memorial: «Vaza autorizada»

a releitura do III «cap» levou à «relocalização»  da detalhada resposta (n.º 28508) de Eunice Marta, de 27 - 07 - 2010,   no «CBDV», a pergunta sobre a expressão «Vaza autorizada» -
 AQUI

segunda-feira, 21 de julho de 2014

«Nem por isso», por MEC

[«Pente Fino» - «andar à Roda de Uma Curta...»]

CRónica de hoje de MEC...

Recortes:
Ainda acalento a esperança de vir a perceber a língua portuguesa mas, com cada ano que passa, a esperança queixa-se que está fria.
É coisa que me preocupe? Nem por isso. "Nem por isso": toda a gente sabe o que quer dizer mas qual é o "isso" por que ocorre o "nem"?
[...]
Pergunta-se a alguém se gosta de viver em Portugal e ele responde "nem por isso". Não é bem "não". É "não especialmente". "Especialmente" é tão irritante como "pessoalmente
[...]
Todas estas manobras, com o "nem por isso" à frente, são um assalto brutal sobre a limpeza e a verdade do simples "não". O "sim" e o "não" têm de ser protegidos. São palavras claras, curtas e lindas.
O "nem por isso" é a alforreca das respostas negativas. O que mais enfurece nela é a falta não-absoluta de significância.

Miguel Esteves Cardoso, Público, 20 - 07 - 2014, p. 45 ou AQUI

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Assertivo ou Compromissivo

- referencia-se um dos artigos  relativos à polémica «criada» por  (um exemplo de) Acto Ilocutório,  Assertivo, para uns,   Compromissivo, para outros... -

RECORTE inicial (sublinhados acrescentados):
                Tal como fizemos notar num artigo a propósito do exame nacional de Português do ano passado, também este ano o exame de Português do 12.º, realizado a 18 de Junho, continua a apostar na objectividade dos critérios de classificação. Ironicamente, naquela que é a parte mais objectiva da prova não existe consenso. Uma frase apenas, cuja autoria se tornou subjectiva, foi suficiente para deflagrar uma polémica extraordinária. [...]  
        
[artigo de Joana Meirim e Nuno Amado] - publicado na página 51 do Público de 10 - 07 ou AQUI

terça-feira, 20 de maio de 2014

Predicativo do complemento direto

- como sempre, no «CBDV»
- após exemplificar, a estudante pergunta «se o predicativo do complemento direto faz parte do próprio complemento direto»

- resposta bastante clara, com exemplos, e também com referências  ao predicativo do sujeiro , de Eunice Marta -
n.º 31314, de 04 - 10 - 2012

- da mesma consultora, outro verbete, com idênticas características, sobre o mesmo constituinte e, desta vez, «distinguindo-o» do «atributo» (modificador?)
- o n. 30459, de 10 - 01 - 2012

[ver outros artigos relacionados, listados nos indicados]

quarta-feira, 12 de março de 2014

Campos - Ode Marítima, por Diogo Infante

Diogo Infante dá voz ao poema de Álvaro de Campos, Ode Marítima, em cena [...]
Neste vídeo realizado pelo PÚBLICO, o actor diz um excerto do texto no Cais das Colunas, em Lisboa.

AQUI

sábado, 22 de fevereiro de 2014

«Há mais marés do que marinheiros»

[«Pente Fino» = viagens pelo Campo de uma curta expressão]

Quando, com a elevada frequência que o Contexto exige, S. se «ouve» a dizer o «dito» a «todo e qualquer um» - e também como forma de «se firmar», na resistência possível -  

-  «ouve-se também a ouvir» o PAI VELHO - que o «aplicava»  «a torto e a direito»

- artigo sobre o mesmo, no «CBDV», de 11 de Fevereiro, da consultora Bárbara Nadais Gama (n.º 32400):              AQUI

sábado, 1 de fevereiro de 2014

«O jeito do jeito» - por MEC

[«Pente Fino» = viagens pelo Campo semântico de UMA palavra]

Recorte inicial da crónica de hoje de MEC, na pág. 47, do Público, de 31 - 01 - 2014 ou:                         AQUI

"Gosto de palavras que só nós portugueses usamos e compreendemos, intraduzíveis. Uma das melhores é jeito, no sentido de dar um jeito, no campo específico duma distorsão corporal.
"Jeito" não quer dizer nada para quem não seja português. Mas nós, portugueses, sabemos exactamente o que é dar um jeito. Não é uma entorse. Não é um traumatismo. É um jeito. É ter sujeitado o nosso corpo a uma violência para a qual não foi concebido para suportar.
É um jeito que deixa uma dor. Ontem, durante o almoço, começou a doer-me o pé e tanto a Maria João como eu diagnosticámos logo que eu tinha dado um jeito. [...]

Miguel Esteves Cardoso

(sublinhados acrecentados)

Invocação e Apóstrofe (distinguir)

Parágrafo final do Verbete «Invocação»,  de Vanda Magarreiro, no «E-DTL»
DAQUI 


[sublinhados acrescentados]


      [...] A invocação é uma das figuras de retórica que se prende com o valor afectivo da comunicação e consiste na interpelação de uma divindade através do recurso ao vocativo, às exclamações e às interrogações. Distingue-se da apóstrofe por ser mais do que um simples chamamento directo de seres ausentes ou entidades abstractas. É um pedido de auxílio repleto de carga emocional, sublinhado pelo tom enfático do vocativo. Pode veicular um pedido de ajuda explícito, endereçado a um ser transcendente ou sobrenatural ("Pedi-te a fé, Senhor! pedi-te a graça, / Mas não te curves nunca, pr'a me ouvir./ Tudo acaba no mundo... tudo passa, / Mas só meu mal se foi e torna a vir."(António Nobre, , "Outono")); constituir-se como clamor e prolongamento de uma interjeição ("Voltarei hoje? Ai, minha Nossa Senhora..." (Bernardo Santareno, Nos Mares do Fim do Mundo)); ou introduzir uma mera convocatória ("Vinde à terra do vinho, deuses novos!" (Miguel Torga, Libertação, "Mensagem").

[v. tb. o verbete «Apóstrofe», de Carlos Ceia, na mesma «Plataforma»]

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Modificador do nome

         Nesta «consulta», colocada ao «CBDV», pretendia saber-se se, em exemplos apresentados,   o modificador apositivo do nome é constituinte  do Sujeito e, paralelamente,  o restritivo pertence ao complemento direto.
 
Resposta n.º 32102, de Sandra Duarte Tavares, 02 - 10 - 2013 : AQUI

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Argumento(s) e Exemplos - Como os ordenar

- a «ordem» da colocação de A. e EX... - questão hoje colocada por M. CNZ 
- S. lembrava-se que uma P. a tinha colocado ao «CBDV» - e ficou de a (re) localizar 
- «passam a vida a fugir», os verbetes do «CBDV»

- resposta (n.º 31659)  de Eunice Marta, de 23 - 10 - 2012 : AQUI



domingo, 26 de janeiro de 2014

«Não voltes, Eça»

[ontem, ao jantar, «ditatorialmente» imposto (no GALH) por General Z., o Princeso contou a discussão que há dias teve, no Café IMP..,  com J. L., o «Francês», COMP. de DOUT., que parece que andou a ler Os Maias, e que argumentava a sua inadequação à formação dos Escolares Tugas, alegando que [...]

- recortes de um conhecido texto «político» de Eça, publicado EM 1890, na Revista de Portugal[...]
[…]
A situação é esta. Uma parte importante da Nação perdeu totalmente a fé (com razão ou sem razão) no parlamentarismo, e nas classes governamentais ou burocráticas que o encarnam; e tende, por um impulso que irresistivelmente a trabalha, a substituí-las por outra coisa, que ela ainda não definiu bem a si própria. Qual pode ser essa outra coisa? Que soluções se apresentam?

Por um lado, a República não pode deixar de inquietar o espírito de todos os patriotas. Ela seria a confusão, a anarquia, a bancarrota. [...]

Por outro lado, uma “revolução feita de cima”, uma concentração de força na Coroa [...] concentração, que, apoiada na parte mais inteligente e mais pura das classes conservadoras, procedesse às grandes reformas que a consciência pública reclama, não seria compreendida pela Nação irremediavelmente impregnada de liberalismo e que nessa concentração de força só veria uma restauração do absolutismo e do poder pessoal.

Que resta no meio destas duas soluções? Restaria ainda a solução quase milagrosa de que as classes conservadoras e parlamentares, cônscias enfim dos perigos que as envolvem, procedessem heroicamente à sua própria depuração e moralização; [...]

Que resta pois? Resta, como esperança, o sabermos que as nações têm a vida dura, e que o nosso Portugal tem a vida duríssima. E se os que estão no poder porfiarem sempre em cometer a menor soma humanamente possível de erros e realizar a maior soma humanamente possível de acertos, muitos perigos podem ser conjurados e a hora má adiada. O interesse de quem tem o poder […] está todo e unicamente em acertar. Se não já por dever de consciência e de patriotismo, [...] o esforço constante de um governo deve ser acertar. Entre nós têm-se visto governos que parecem absurdamente apostados em errar, errar de propósito, errar sempre, errar em tudo, errar por3frio sistema. Há períodos em que um erro mais ou um erro menos realmente pouco conta. No momento histórico a que chegamos, porém, cada erro, por mais pequeno, é um novo golpe de camartelo friamente atirado ao edifício das instituições; [...]  [sublinhados acrescentados]
 Um espectador
Eça de Queirós, in Revista de Portugal, Abril de 1890, in Eça de Queirós,
Textos Políticos, Centauro (com supressões)
[versão mais completa, universalmente disponibilizada pela Porto Editora - «acolitada» («empobrecida»?) por «Exercício» = Teste - do MAN. «EM» -

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Lusíadas

          Na RTP, no «portal», em boa hora criado, que reúne conteúdos que só dispersamente «(re)cortados» se encontravam, o programa da série «Grandes Livros», de 2009, dedicado à Epopeia Camoniana, com narração de Diogo Infante e um leque diversificado de depoimentos:
 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Completiva e Relativa sem antecedente

- neste caso, o consulente - que se diz «do 9.º» - solicita uma distinção entre a Oração completiva e a Relativa sem antecedente

-resposta recente, de 18 de Dezembro (n.º 32292) de Carlos Rocha,  no CBDV - AQUI

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Sigla e acrónimo

- Questão surgida num dos Envelopes da semana; originou  natural controvérsia, que foi «ultrapassada» com a ajuda deste «verbete» do «CBDV» -

- esclarecedora  resposta, a uma prof., de Ana Martins, de 30 de Março de 2009

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Deixis

Termo e conceito que continua a causar dificuldades, documentadas no número de «consultas» inseridas no «CBDV»; na referida abaixo, quem pergunta diz que já leu as outras respostas, mas ainda «não compreendeu»

Explicação de Carlos Rocha, datada de 15-11-2010:

http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=28980

domingo, 3 de novembro de 2013

«Eis» - a questão

- a dúvida quanto à classificação gramatical do elemento «Eis» começou com o verso inicial de poema ortónimo, datado de 12 de Maio de 1913:
- "Eis-me em mim absorto"
- perspetivas diversas em 2 artigos do «CBDV»:
- um, mais «antigo», de 1999 - AQUI
- outro, mais «recente», de 2010 - (número 29068 - AQUI) - respondendo a questão de P. (- «os que têm que...»), quanto à «classificação na sub-classe»