- representativa, sendo história ou História, recontada por Maria do Rosário Pedreira, no seu «Horas Extraordinárias»
o que foi combinado OU diálogos de proximidade entre as «várias artes» da Palavra; termos, conceitos, recursos, orientações, aberturas
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
quinta-feira, 8 de novembro de 2018
Cardoso Pires - Arquivo Digital e não só...
- 20 anos após o falecimento, e talvez 10, após a «disponibilização» dos «papéis» - artigo, do Público - AQUI - e arquivo na Hemeroteca
- «ZÉ». Crónica de A. Lobo Antunes, na Visão, de 15 de Novembro - a 22, AQUI
- «ZÉ». Crónica de A. Lobo Antunes, na Visão, de 15 de Novembro - a 22, AQUI
sábado, 29 de setembro de 2018
Saramago - Roteiro de Leitura
- Pedro Vieira apresenta o seu «Diário de Leituras Saramaguianas» - de «Jangada...», a «História do Cerco...», «Manual de Pintura...», «Levantado do Chão», «Evangelho...» - AQUI
REcorte:
[...]Olhando para trás, percebo que a relação com os livros de Saramago se foi tornando um caso sério. Caso contrário, dificilmente me lembraria da ordem pela qual os li, das impressões fortes que me deixaram. Do Manual passaria ao Levantado do Chão, um dos meus preferidos e inquietantemente actual – onde havia praças de jorna há Uber Eats e derivados – e desse ao Evangelho Segundo Jesus Cristo. É esse o romance que mais me liga a Saramago e ao ano alegre e triste de 1998.
Li-o meses depois de o meu pai nos ter deixado, em parte por ter ido em busca de uma pacificação. A relação com a educação católica que recebi desde cedo foi-se deslassando com o tempo e num momento de luto, de revolta, apartámo-nos de vez. Minto. Aproximámo-nos de vez. A fé extinguiu-se, o interesse pelas narrativas do sagrado não. [...]
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
«desmoer» - MEC
- recorte da crónica de 17, segunda, de M. E. C.:
[...]Desmoer é contrariar o que nos mói o juízo, o moral, o caparro. Moer é estafar, reduzir-nos a fanicos no eterno moinho de água que é existir. Somos como sardinhas moídas por todas as outras sardinhas em cima de nós.
A vida está sempre a moer-nos, a gastar-nos, a lixar-nos com lixa. Desmoer é tentar fugir a essa condição. Atravessa-se um campo para desmoer. Descalça-se um pé. Assobia-se.
[...]
[...]
domingo, 9 de setembro de 2018
O Ovo... - Provérbios (o «insustentável poder lúdico» dos)
![]() |
| Bartoon, Luís Afonso, Público, 09-09-2018 |
- P. N. S.:
- «não há três sem quatro» (P. N. S.);
Jerónimo***:
- «(é preciso não) contar (apressadamente) com o Ovo no dito cujo da Galinha»
***Jerónimo de Sousa, o secretário-geral do PCP, é um caso excepcional no uso lúdico que faz da língua portuguesa. Segue-se, embora a grande distância, o Presidente da República (no tempo em que era comentador saía-lhe recorrentemente a expressão "não lembra ao careca". [...] Ana Sá Lopes, p. 36 do mesmo suporte
há naturalmente que (re)convocar um grande texto sobre o motivo:
[...] Afinal, numa das vezes em que parou para gozar
sua fuga, o rapaz alcançou-a. Entre gritos e penas, ela foi presa. Em seguida
carregada em triunfo por uma asa através das telhas e pousada no chão da
cozinha com certa violência. Ainda tonta, sacudiu-se um pouco, em cacarejos
roucos e indecisos.
Foi então que
aconteceu. De pura afobação a galinha pôs um ovo. Surpreendida, exausta. Talvez
fosse prematuro. Mas logo depois, nascida que fora para a maternidade, parecia
uma velha mãe habituada. Sentou-se sobre o ovo e assim ficou, respirando,
abotoando e desabotoando os olhos. Seu coração, tão pequeno num prato, solevava
e abaixava as penas, enchendo de tepidez aquilo que nunca passaria de um ovo.
Só a menina estava perto e assistiu a tudo estarrecida. Mal porém conseguiu
desvencilhar-se do acontecimento, despregou-se do chão e saiu aos gritos:
— Mamãe, mamãe, não
mate mais a galinha, ela pôs um ovo! Ela quer o nosso bem!
Todos correram de novo à cozinha e rodearam mudos a jovem parturiente. Esquentando seu filho, esta não era nem suave nem arisca, nem alegre, nem triste, não era nada, era uma galinha. [...]
Todos correram de novo à cozinha e rodearam mudos a jovem parturiente. Esquentando seu filho, esta não era nem suave nem arisca, nem alegre, nem triste, não era nada, era uma galinha. [...]
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
«Sabes muito...» - MEC
- Parágrafos iniciais:
Na expressão "sabes muito..." são as reticências que mais falam. Porque em português não há elogios de borla. É verdade que quando me dizes "sabes muito..." estás a confessar que ficaste surpreendido com o muito que eu sabia e que isso produziu em ti um novo respeito pelos meus conhecimentos.
Mas também estás a dizer que tu ainda sabes mais do que eu e que é por isso que a minha tentativa de te ludibriar falhará sempre. "Sabes muito...mas a mim não me enganas!"
[...]
segunda-feira, 27 de agosto de 2018
«levantar-se da mesa a cair»
Fernando
Pessoa apareceu duas noites depois, regressava Ricardo Reis do seu jantar,
sopa, um prato de peixe, pão, fruta, café, sobre a mesa dois copos, o último sabor que leva na boca, como ficámos cientes,
é o do vinho, mas deste freguês não há um só criado que possa afirmar, Bebia de
mais, levantava-se da mesa a cair,
repare-se na curiosa expressão, levantar-se
da mesa a cair, por isso é fascinante a linguagem, parece uma insuperável
contradição, ninguém, ao mesmo tempo, se levanta e cai, e contudo temo-lo visto
abundantes vezes, ou experimentado com o nosso próprio corpo, mas de Ricardo
Reis não há testemunhas na história da embriaguez. Sempre tem estado lúcido
quando lhe aparece Fernando Pessoa, […]
José Saramago, O ano da morte…,
Porto Editora, 23.ª ed., p. 321
sexta-feira, 24 de agosto de 2018
Trocadilho (teoria do)
- recortes da tripla entrevista com os editores da obra de Sesinando (A. B. B., R. A. P. e L. C. G.), no Ipsilon de 17-08:
AQUI
AQUI
sexta-feira, 3 de agosto de 2018
«(quando, afinal) a alma é pequena» OU de Camões a Pessoa há que «PARAR» em Cesário
- [«Educação Literária», eis uma exp. com que M. faz o Possível por Embirrar o mais possível, pois prefere S. L....; adiante...]
- Recorte de Artigo de hoje, no Público, de H. C. Buescu:
- Recorte de Artigo de hoje, no Público, de H. C. Buescu:
[...] No 11.º ano, permitam-me dizer que há, não um, mas dois escândalos: o desaparecimento da orientação explícita de que Os Maias são uma das obras preferenciais de Eça de Queirós a ler (...); e aqueloutra que, de Cesário Verde, se limita a dizer que é obrigatória a leitura de três poemas, sem mencionar o extraordinário O Sentimento dum Ocidental, poema sem o qual Fernando Pessoa não existiria, como muita da poesia do século XX nunca teria podido existir. Não perceber isto representa uma terrível ignorância. Como se pode operacionalizar a reflexão sobre o lugar da épica na poesia portuguesa (proposta no Programa) eliminando o maior elo entre Camões e Fernando Pessoa, que é Cesário Verde? [...]
Nota de M.:
- ao longo de mais de duas décadas, nunca M. percebeu, na E. do Paraíso, como aparecem sem ter lido Cesário com «olhos de Ler», e não com trab.os de «chacha» (e até nem não são as 700 páginas de «Os Maias»...)
domingo, 29 de julho de 2018
Estilo (figuras de)
- anexa à crónica de B. Félix de 27, no Público, a habitual secção «Ipsis Verbis»:
PLEONASMO: a equipa vencedora teve mais posse de bola
OXÍMORO: uma fugaz eternidade
HIPÉRBOLE: um golo do outro mundo (qual mundo?)
ANTONOMÁSIA: A catedral da Luz (em vez de Estádio do SLB)
SINESTESIA: Numa serenata à chuva, o olhar silencioso dos croatas e o som dourado dos “bleus”, entre quentes cumprimentos numa melodia de cores russas.
PLEONASMO: a equipa vencedora teve mais posse de bola
OXÍMORO: uma fugaz eternidade
HIPÉRBOLE: um golo do outro mundo (qual mundo?)
ANTONOMÁSIA: A catedral da Luz (em vez de Estádio do SLB)
SINESTESIA: Numa serenata à chuva, o olhar silencioso dos croatas e o som dourado dos “bleus”, entre quentes cumprimentos numa melodia de cores russas.
quinta-feira, 19 de julho de 2018
«Os Maias» - «vai chatear o Camões» OU «pequenino escândalo», ao 4.º Dia
- crónica mordaz de R. de C., no Expresso
- o «4.º dia» em outra (também Mordaz) crónica, desta vez de Alberto Gonçalves
4º dia (da «Selva»)
- a 14 de Agosto, A. Carlos Cortez, no Público; Recorte:
[...]Não dar aos alunos a hipótese de ler a obra-prima de Eça de Queirós é impedir o acesso dos jovens a um monumento literário em que a língua portuguesa atinge um alto grau de expressão estética.[...]
- o «4.º dia» em outra (também Mordaz) crónica, desta vez de Alberto Gonçalves
4º dia (da «Selva»)
Rebentou um pequeno escândalo porque “Os Maias” deixaram de ser leitura obrigatória no liceu. Meia dúzia de pontos. Primeiro, parece que a obra é facultativa desde 2002, prova de que a indignação, embora implacável, foi decidida com vagar. Segundo, é absurdo interromper a atenção das crianças em volta das novas tecnologias (publicar fotos no Instagram e assim) para maçá-las com formas de comunicação anacrónicas. Terceiro, ao que se vê por aí, a antiga obrigatoriedade de Eça não convenceu várias gerações de portugueses a escrever bom português, ou sequer a escrever português de todo. Quarto, se a criança for normalzinha, a conotação de um livro com a escola é suficiente para dedicar-lhe o tipo de afeição que se dedica à sarna, pelo que o currículo oficial deveria limitar-se a produtos oficiais, género Mia Couto e os novíssimos romancistas caseiros. Quinto, “Os Maias” são demasiado explícitos na chacota do pardieiro em que vivemos, o que naturalmente aborrece os donos do pardieiro e os leva a preferir autores “humanistas” como Manuel Alegre, as senhoras da colecção “Uma Aventura” e aquele mãe com minúscula. Sexto, a demonstração de que o liberalismo nacional vai longe está no facto de mesmo os liberais acharem que compete ao Estado escolher as leituras, os interesses e provavelmente os sapatos dos filhos. Sétimo, os indignados que vão chatear o Camões, fingindo que o lêem.
[sublinhados acrescentados]
- a 24, no Público, artigo de Carlos Reis - Recorte:
[...] o argumento de que os jovens podem conhecer Eça de Queirós lendo outros romances (esses já são legíveis?) é bem engendrado, mas não convence. Os Maias são o mais extraordinário romance da literatura portuguesa e neles está quase tudo o que Eça de Queirós nos legou: um admirável retrato literário da sociedade portuguesa do século XIX, personagens (incluindo tipos sociais) que nenhuma outra obra da nossa literatura foi capaz de conceber, uma densa reflexão, em clave ficcional, acerca da história, dos seus acidentes e do modo como os homens os vivem, uma tematização do tempo e da morte, da decadência e da memória como valores e sentidos que são parte de nós, em qualquer idade ou época. [...]
- a 27, no Público, artigo de Isabel Pires de Lima - Recorte:
[...] Nele se cruza uma impiedosa pintura da sociedade portuguesa e dos seus tipos humanos e sociais com a história trágica de um amor incestuoso, símbolo do círculo fechado em que Carlos, Maria Eduarda e a família Maia estão encerrados, presos nas teias do destino. E a simbologia desse círculo fechado alarga-se ao país, encerrando as próprias elites protagonistas do romance num tempo parado, imobilista, gerador de uma experiência diletante de desencanto e desistência. Eça denuncia a impotência das elites sociais dominantes e vinga-se delas através da própria escrita irónica do romance e também da confusão auto-irónica de si mesmo com a personagem de Ega, o qual, dono da ironia, mostra o mundo na sua duplicidade trágica e cómica.
Só a arte, e dentro dela a grande literatura, capta a duplicidade complexa da realidade humana e social, permite um conhecimento alternativo do mundo, por isso não é dispensável e por isso é intensamente formativa.[...]- a 14 de Agosto, A. Carlos Cortez, no Público; Recorte:
[...]Não dar aos alunos a hipótese de ler a obra-prima de Eça de Queirós é impedir o acesso dos jovens a um monumento literário em que a língua portuguesa atinge um alto grau de expressão estética.[...]
domingo, 8 de julho de 2018
«Gerúndio de pacotilha» - M. E. C.
Ser e Estar e «estar a acrescentar», crónica de sexta, 6, de M. E.C.
REcortes:
Para falar português como
os indígenas [...] Uma das particularidades mais engraçadas é o
prolongamento dos verbos através do acrescento de "estar a". Está
dentro da regra geral de usar um máximo de vocábulos para ocupar um máximo de
tempo porque obviamente no jogo da conversa ganha sempre quem fala mais. [...]
O estar a vem
da portuguesíssima distinção entre estar e ser que nos deixa dizer: "É pá,
tu que és tão jeitoso estás cá um nabo!" ou "ainda não percebi se o
Emílio é ou está estúpido".
Quando perguntamos a
alguém o que ela faz nunca vamos directamente ao assunto. Ninguém pergunta
"Que fazes?" [...] Perguntamos "O
que estás a fazer?" por influência do inglês "What are you doing,
you stupid idiot?" E daí respondermos "Estou a bordar esta
bandeira". Trata-se daquilo que os linguistas conhecem por um gerúndio de
pacotilha. Um gerúndio correcto seria, claro, "Estou bordando esta
bandeira".
A partir daí
arrastamos tudo para o gerúndio como se estivéssemos permanentemente presos a
cada acção. Para quê estar a dizer mais sobre este assunto?
quarta-feira, 13 de junho de 2018
S. António por Pessoa
SANTO ANTÓNIO
Nasci exactamente no teu dia —
Treze de Junho, quente de alegria,
Citadino, bucólico e humano,
Onde até esses cravos de papel
Que têm uma bandeira em pé quebrado
Sabem rir...
Santo dia profano
Cuja luz sabe a mel
Sobre o chão de bom vinho derramado!
Santo António, és portanto
O meu santo,
Se bem que nunca me pegasses
Teu franciscano sentir,
Católico, apostólico e romano.
(Reflecti.
Os cravos de papel creio que são
Mais propriamente, aqui,
Do dia de S. João...
Mas não vou escangalhar o que escrevi.
Que tem um poeta com a precisão?)
Adiante ... Ia eu dizendo, Santo António,
[...]
Artigo de José Barreto, sobre os poemas dedicados aos santos populares
que Pessoa escreveu a 9 de junho de 1935, quatro dias antes de
completar 47 anos, [...] , referenciado hoje no OBS
domingo, 10 de junho de 2018
«Quem és tu?»
- repete, neste momento, no Canal «Memória» este Documentário de 98...
- disponível no Arquivo da RTP
- disponível no Arquivo da RTP
domingo, 3 de junho de 2018
Maria Judite e Clarice
- são os nomes que a neta, Inês, que diz ter conhecido a avó até aos 18 anos, atribuiu às bisnetas...
- [...] Inês Fraga gostaria que a avó pudesse ressurgir, nem que fosse apenas com um pouco da luz que agora incide sobre Clarice [Lispector]. “Ela estava dispersa, inacessível a muitos leitores, e agora vai ter uma casa única e todos os livros disponíveis”, salienta Sara Lutas, que sublinha a intemporalidade da obra de Maria Judite de Carvalho. [...] [DAQUI)
- Em «Horas Extraordinárias», também
- Em «Horas Extraordinárias», também
domingo, 27 de maio de 2018
quarta-feira, 16 de maio de 2018
“Perdeu, literalmente, a cabeça”
![]() |
- muito usada expressão, com a qual diz Embirrar o autor do «Desdicionário» ou «Criativa lista de palavras» sem «passado etimológico», como refere o artigo do «P3»
- a ver?
"Jardinheiro": aquele que está sempre a deixar cair moedas ao chão; ilustração de José Cardoso
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Figuras de estilo em Crónica «Religio-Botânica...»
- para:
- que não se diga: «à Literatura o que é da Literatura, à Botânica o que é da Botânica»...
(«Caiu a pinha, voaram os pinhões, secou o eucalipto» - que enumeraçao...)
- que já não há Humor na Terra da «apatia-indiferente»...
- lista-se algumas das «Figuras de Estilo» da Crónica de hoje, de B. F., no Público
IPSIS VERBIS
CITAÇÃO: “Se o desonesto conhecesse as vantagens de ser honesto, seria honesto ao menos por desonestidade” (Sócrates, 469 a.C. - 399 a.C.)
OXÍMORO (I): Pequeno nada
OXÍMORO (II): Uma obscura claridade
PLEONASMO: Protagonista principal
ANÁFORA: Ninguém sabia, ninguém desconfiava, ninguém enxergava. Ninguém, ninguém mesmo...
CATACRESE: O pé da marquesa quebrou-se
segunda-feira, 30 de abril de 2018
sábado, 28 de abril de 2018
Santa Rita - Centenário
Em 1917, aconteceu tudo. Almada Negreiros publicou “K4 ...” e “A Engomadeira”. Santa Rita Pintor montou com ele uma “Conferência Futurista”. [...] Lançou-se a revista “Portugal Futurista”. Sidónio Pais fez um golpe de Estado. Estrearam-se os Ballets Russes em Lisboa. Em 1918, não aconteceu nada. Primeiro morreu Santa Rita, e depois Amadeo. Almada começou a fazer a mala para rumar a Paris. Os últimos anos têm sido pródigos em centenários [...] Para 2018 está reservada a evocação de Santa Rita e Amadeo. Mas se sobre o segundo o universo cultural tem produzido iniciativas enriquecedoras à margem de efemérides, e produzirá mais [...] isso só agora começa a alterar-se sobre o esquivo Santa Rita Pintor, cujos oportunos cem anos da morte se assinalam a 29 de abril.
[“LUZ E SOMBRA” Retrato de Vitoriano Braga, fotógrafo de Almada Negreiros e Fernando Pessoa, cedido por Luísa Braga/DGPC]
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