sábado, 20 de junho de 2026

«Anti-Cesário», no «639»

 - «mais do mesmo» no «639» - e há décadas, não?; Carlos Ceia e A. Carlos Cortez «voltam a pôr os pontos nos is», no artigo de dia 18, no «Público» - O exame de Português do 12.º ano: a aferição da mediocridade

[há décadas, numa «revisão» Program.a, tentaram excluir a «pequena-grande» Obra de Cesário... ; teria sido melhor?]

RECORTE(s):

[...] Cesário Verde, que, coitado, é reduzido a um exercício de análise emocional ridículo e sem validade científica. O arco emocional de um poema é reduzido a uma função matemática, algo que conhecemos de algumas tentativas de reduzir a literatura a um campo estatisticamente modelável, o que hoje podemos fazer com alguns modelos de linguagem generativa, mas isso é outro campeonato e muito distante dos objectivos de avaliação de competências leitoras. Um poema não é um inquérito emocional. Não se lê Cesário Verde como quem pergunta: “Como se sentia ele neste momento?” Lê-se perguntando: como é que a linguagem produz uma determinada percepção do real? Que relações estabelece entre espaço, classe social, movimento, cor, corpo, trabalho, doença, comércio, império, miséria e modernidade urbana? [...]