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| Retrato, por Vasco Parracho - DAQUI |
- Dez Livros (Público); Dossiê - Público;
o que foi combinado OU diálogos de proximidade entre as «várias artes» da Palavra; termos, conceitos, recursos, orientações, aberturas
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| Retrato, por Vasco Parracho - DAQUI |
- Dez Livros (Público); Dossiê - Público;
- foi um repetido esforço (sobretudo, entre 2012 e o fim,,,), inserir «algumas coisas» de J. de A. Negreiros, por entre o «Universo de P.» (todo o 1.º PER, metade do segundo...), mas, enfim, lá se conseguia...; ler excertos de «Saltimbancos» deixava os Qd.s em Estado de...; por cortesia do «Público», passava-se 3 excertos deste Espectáculo...; em boa Hora, ora colocado, na íntegra, na RTP PALCO
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| Da EXPO-página da Livraria Buchholz |
«Um dos maiores desafios ao escrever o romance Ecologia, que propõe uma sociedade em que começamos a pagar pelas palavras, foi alinhar e articular os diferentes planos narrativos que compõem a história. Este mundo em que a linguagem é mercantilizada é-nos explicado através da vida de diferentes personagens, algumas sem ligação entre si. Esta complexidade exigiu que construísse muitos mapas, esquemas, listas, etc., para ir avançando sem me perder (demasiado). O alinhamento de post-its na imagem é um exemplo disso: nele, apercebemo-nos da estrutura do romance (Primeira, Segunda e Terceira Vagas do Plano de Revalorização da Linguagem) mas também do código de cores que usei para distinguir entre personagens, e outros elementos, como os códigos QR. A fotografia foi tirada numa fase não muito avançada da escrita, o que se percebe facilmente pelo pouco desenvolvimento das partes terceira e final.»
JOANA BÉRTHOLO- não sabe R. há quantos anos Finisterra** aguarda para ser «relido»...; [desde a Década de 80?...]; Rosa M. Martelo, Grande Leitora, fala das «Múltiplas Camadas. e Sobreposições..» do mesmo, no «Poema Ensina a...», em Set. [...];
- no «Podcast», aprox.te a partir do minuto 39.º do I, comenta (e discute com R. M.): [...]; Camões («O Céu, a Terra, o Vento...») ; Cesário («Manhãs Brumosas»), ; Pessanha (...); Campos («Ode Marítima»); e, no II: Luiza Neto Jorge («A magnólia»); Fiama Hasse Pais Brandão ("Quando eu vir vaguear por dentro da casa"); [...]; Mário Cesariny («O navio de espelhos»);Herberto Helder («Sei ás vezes que o corpo é uma severa»); - ** a partir do minuto 44..., de novo fala de Finisterra: «Casa na Duna contada de outro modo»...
- RECORTE(s) da (assertiva?) Crónica de hoje:
- Entrevista ao «Ípsilon», sobre o anterior livro, premiado, e o próximo, a sair em Outubro [EXCERTO] - RECORTE:
- resolvida a «longa novela» do(s) Espólio(s), pode a Obra seguir o Caminho destinado, mais e mais Leitores...
A POESIA NÃO VAI
A poesia não vai à missa,
não obedece ao sino da paróquia,
prefere atiçar os seus cães
às pernas de deus e dos cobradores
de impostos.
Língua de fogo do não,
caminho estreito
e surdo da abdicação, a poesia
é uma espécie de animal
no escuro recusando a mão
que o chama.
Animal solitário, às vezes
irónico, às vezes amável,
quase sempre paciente e sem piedade.
A poesia adora
andar descalça nas areias do verão.
Eugénio de Andrade, O sal da língua, 1995
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Andava há anos a fazer apontamentos sobre como escrever? |
- entrevista a Isabel Rio Novo, biógrafa, à «Grande Reportagem», em Junho, 27; escrita de »Os Lusíadas», dilatada no Tempo e no Espaço...
- [...] «Os Lusíadas são também imagens», Frederico Lourenço a F. José Viegas, a 24-06, no Jornal «SOL»;
- Artigo-Entrevista, a C. M. Bobone, biógrafo, ao «SOL», a 1 de Julho: «Querer ler de forma virginal Os Lusíadas é entregar-se ao fracasso»;
Manuel da Fonseca, Seara de Vento [1.ª edição, 1958], Lisboa, Editorial Caminho, 1984, 12.ª edição, pp. 73-74.
724: «Escolhas múltiplas» para estabelecer uma relação entre as «duas pinturas» (uma plástica, outra verbal) é contribuir para [....] ; [«e o resto não se diz»...]; se Pomar e Fonseca...
- «esta pintura rebenta a tela» - artigo de 2015, do «Observador» , de antes das ASSS.as
- afastado, mas não «totalmente», R. destaca, em «tempos camonianos», o poema de Campos, hoje saído no «Grupo B» do 639 [« Máscaras, Espelhos...»]:
Álvaro de Campos, Poesia, edição de Teresa Rita Lopes, Lisboa, Assírio & Alvim, 2002, p. 514.
- Foto de artigo do «Público-Ípsilon», sobre a exposição e a reabertura da Casa-Oficina do pintor simbolista:
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| [Auto]Retrato de António Carneiro junto de um estudo para a figura de Camões ADRIANO MIRANDA |
- pelos 500 anos, ENTREV.a Helder Macedo, no Ípsilon:“O mal de Camões é que, se ele durasse eternamente, ninguém mais escrevia”
RECORTE(s):
- a «Dívida» a Cesário, sempre assumida, desta vez num livro de 38 poemas, tendo Lisboa «e Tejo e tudo» como um dos Motivos centrais; outras Mãos, que buscam outras «Visões de Artista»...;
pedem-me que escreva poemas
sobre revolução
mas hoje acordei triste e
não se fazem revoluções
sem alegria. [...]
- crónica de hoje; RECORTE(s):
- 86-87 a 92, Nova; lembra-se D. de os colegas MOÇ.os comentarem a inclusão da obra de Honwana nos progr.as escolares...; mas não vai agora «inventar pormenores de Memória»...;
- vários artigos, no Ípsilon, sobre «Nós matámos o cão tinhoso»: AQUI; AQUI; ENTREv. a Ondjaki
- muitas vezes, nos Qd.os, propôs sobretudo «As mãos dos pretos» - RECORTE:
ROUBADO A CESÁRIO
Mais tarde, pela fresca, fomos todos
roubar
ameixas. Em algum momento,
nunca
se soube qual,
de tão
carregado que estava
um dos
troncos cedeu ao peso dos frutos
e
tombou por terra. Julguei que esse tinha sido
o ponto
alto do dia, com os cestos
a
abarrotar, cheios até cima,
mas tu
enrolaste o cabelo num novelo
e
prendeste-o com um lápis no topo da cabeça,
aparentemente
sem te dares conta do que fazias.
Como um
rasgão, em surdina,
eu vi a
curva perfeita do teu pescoço.
[L. F. P., no «Podcast Clube dos poetas vivos», em Junho de 2024]
- antiquíssima questão - agora (quase) solucionada pela «teoria de uma Contrafacção posterior? - artigo do Ípsilon:
Um editor do século XVI que fez uma impressão-pirata d’Os Lusíadas
No ano em que começam a comemorar-se os 500 anos do nascimento de Luís de Camões, que não se sabe ao certo quando nasceu, e no dia em que se assinala mais um aniversário da data de publicação d’Os Lusíadas (também ela, na verdade, ignorada), há pelo menos um enigma secular que pode mesmo ter sido resolvido: novos dados parecem indicar de forma concludente que a primeira edição da épica camoniana, saída dos prelos de António Gonçalves em 1572, em Lisboa, foi mesmo objecto de uma contrafacção, produzida poucos anos depois, quando o poeta já tinha morrido. [...]
- «diálogos intertextuais» com o poema de Drummond são inúmeros - realce-se o de Cardoso Pires; no DOC de 98, cerca do min. 30, AQUI, ou «na página digital» - registe-se outro:
RECORTE(s):
- ouvido no sábado, o POD.s de D. F. - «A contar...», sobre o Género Opereta; - entre os minutos 21 e.... evoca a recentemente resgatada Opereta, incompleta, «A morte do Diabo», de 1869, do «jovem Eça» e de Outros [...]
- lembra-se: em 9293, no «1.º Bloco» (10.º), passava-se do texto «não-literário» (ou «jornalístico»), na 1.ª Etapa, para os excertos da «Crónica de D. João I» - era uma «espécie de Hecatombe didáctica» [...]; foi depois de novo retirado e, no «Cardápio» actual (desde 2015, pelo menos), ocupa, também no 1.º Bloco, «ainda mais curtos excertos» [...]
- ao longo dos tempos, com Qd.s de «ADV», R. ironizava que, quando argumentistas de língua inglesa o «descobrissem», daria «múltiplos Episódio em Série tipo Netflix»...; já estará menos longe disso, pois a 1.ª tradução integral, para Inglês, está em lançamento - Entrevista com a Investigadora-Tradutora no «DN» - «quase» 6 séculos depois, não se aplicará o Provérbio «Vale mais tarde do que nunca»?
RECORTE (a seguir ao anterior):
- Crónica de hoje - Recorte(s):
Para mim, o “dar” ainda é mais giro do que o “haver”. De onde virá esta dádiva?
- excerto em que o título «Os inquietos» é «filiado» no «Livro do Desassossego»:
[...] Dá muito trabalho começar a movimentar-se todas as manhãs, sobretudo quando se tem 89 anos, e de vez em quando a opção mais óbvia é a de voltar a dormir, ou a de não chegar sequer a acordar. O que é que Pessoa escreve no Livro do Desassossego? Tinha-me levantado cedo e tardava em preparar-me para existir. De vez em quando, antes, Pessoa surgia em conversas enquanto planeávamos o nosso livro - talvez pudéssemos roubar ou dar uma volta ao título de Pessoa, mas é possível que soasse demasiado pretensioso, não deveríamos ter-nos em demasiada conta, é uma arte saber onde está o limite do pretensiosismo, mas funcionava bem como título provisório, talvez encontrássemos outro quando tivéssemos tudo pronto para lançar o livro, mas por aquela altura ele já se tinha esquecido de Pessoa.
Linn Ullmann, Os inquietos, 2023, p. 66
- dossiê no «Ípsilon», de A. A. Soares, sobre o Motivo do Clima na Literatura - com referências a J. B. e outros autores; AQUI
- nesta crónica de A. C. Cortez relaciona-se um poema de Gastão Cruz, de «Escarpas», de 2010 [poema e Crónica transcritos AQUI] com o «Provincianismo Tecnológico» que vem dominando Quadrados e não só [...], de caminho, ridiculariza-se a «frase feita» («A Geração mais...»), tão repetida por «quem manda»...
RECORTE:
[...] Mas não era previsível a alienação, a ignorância, a incuriosidade dos "nativos digitais" quanto aos mais diversos saberes, uma vez imersos no mundo digital? Todos vemos que nada leem e pouco sabem, porque se tudo o que importa está "à distância de um clique", tudo o que exija esforço lhes é odioso. Jamais o "como" e o "para quê" das aprendizagens é questionado pelos estudantes. Decorar sem saber, dizer umas quantas coisas politicamente corretas, isso basta para garantir classificações acima do 16. [...]
- [ver tb. a«parte I», Crónica anterior:
- recorte do segundo excerto, do «Memorial...»:
Nem sempre o trabalho corre bem. Não é verdade que a mão esquerda não faça falta. Se Deus pode viver sem ela, é porque é Deus, um homem precisa das duas mãos, uma mão lava a outra, as duas lavam o rosto, quantas vezes já teve Blimunda de limpar o sujo que ficou agarrado às costas da mão e doutro modo não sairia, são os desastres da guerra, mínimos estes, porque muitos outros soldados houve que ficaram sem os dois braços, ou as duas pernas, ou as suas partes de homem, e não têm Blimunda para ajudá-los ou por isso mesmo a deixaram de ter. É excelente o gancho para travar uma lâmina de ferro ou torcer um vime, é infalível o espigão para abrir olhais no pano de vela, mas as coisas obedecem mal quando lhes falta a carícia da pele humana, cuidam que se sumiram os homens a quem se habituaram, é o desconcerto do mundo. Por isso, Blimunda vem ajudar, e, chegando ela, acaba-se a rebelião, Ainda bem que vieste, diz Baltasar, ou sentem-no as coisas, não se sabe ao certo. Uma vez por outra, [...]
José Saramago, Memorial do Convento, 27.ª ed., Lisboa, Editorial Caminho, 1998, pp. 91-92.
- E, no «639», hoje, 19, excertos das obras de Saramago, «centrados» no motivo da Mão [...]
- O primeiro, de O Ano da Morte... , «quase todo», com um «código de cores «semelhante ao usado nos anos finais dos Qd.os:
A rapariga fica de perfil, o homem está de costas, conversam em voz baixa, mas o tom dela subiu quando disse, Não, meu pai, sinto-me bem, são portanto pai e filha, conjunção pouco costumada em hotéis, nestas idades. O criado veio servi-los, sóbrio mas familiar de modos, depois afastou-se, agora a sala está silenciosa, nem as crianças levantam as vozes, estranho caso, Ricardo Reis não se lembra de as ter ouvido falar, ou são mudas, ou têm os beiços colados, presos por agrafes invisíveis, absurda lembrança, se estão comendo. A rapariga magra acabou a sopa, pousa a colher, a sua mão direita vai afagar, como um animalzinho doméstico, a mão esquerda que descansa no colo. Então Ricardo Reis, surpreendido pela sua própria descoberta, repara que desde o princípio aquela mão estivera imóvel, recorda-se de que só a mão direita desdobrara o guardanapo, e agora agarra a esquerda e vai pousá-la sobre a mesa, com muito cuidado, cristal fragilíssimo, e ali a deixa ficar, ao lado do prato, assistindo à refeição, os longos dedos estendidos, pálidos, ausentes. Ricardo Reis sente um arrepio, é ele quem o sente, ninguém por si o está sentindo, por fora e por dentro da pele se arrepia, e olha fascinado a mão paralisada e cega que não sabe aonde há de ir se a não levarem, aqui a apanhar sol, aqui a ouvir a conversa, aqui para que te veja aquele senhor doutor que veio do Brasil, mãozinha duas vezes esquerda, por estar desse lado e ser canhota, inábil, inerte, mão morta mão morta que não irás bater àquela porta. [...]
José Saramago, O Ano da Morte de Ricardo Reis, 10.ª ed., Lisboa, Editorial Caminho, 1993, pp. 26-27
- toda e qualquer a referência ao «Bacalhau Espiritual» remete R. para a C. da C. (78-80), para a Chefe Clot. [...] [«e o resto não se diz»]
- [substituir os vários volumes adquiridos ao longo do tempo pelo volume único ora publicado seria não só oneroso como (...)]
- [já agora, o artigo de Afonso de Melo («EX-6.ºDrto»?), a 30 de Março, no «SOL»]