- [OUTRO, deste livro: AQUI]
No meu caso, basta que as ondas do mar
avancem e olhem para o lugar da areia
onde me encontro, para que Deus levante
a sua cabeça.
o que foi combinado OU diálogos de proximidade entre as «várias artes» da Palavra; termos, conceitos, recursos, orientações, aberturas
- [OUTRO, deste livro: AQUI]
- «Cartoon» de hoje do «Bartoon»:
- na «AA», 3 horários de FILO, para «contratação de escola» - ao que isto chegou...
- «mais do mesmo» no «639» - e há décadas, não?; Carlos Ceia e A. Carlos Cortez «voltam a pôr os pontos nos is», no artigo de dia 18, no «Público» - O exame de Português do 12.º ano: a aferição da mediocridade
[há décadas, numa «revisão» Program.a, tentaram excluir a «pequena-grande» Obra de Cesário... ; teria sido melhor?]
RECORTE(s):
Nas nossa ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer
Crónica de hoje de M. E. C., «Entre o glacis e os gabiões».. OU Literatura versus Cinema versus «Internet» versus «podcast»
RECORTE(s):
[...] Por isso é que ler um livro é melhor: porque não se está a fazer mais nada. Não é o livro que é melhor do que o podcast: é o cérebro dedicado inteiramente ao que entra pelos dois olhos, com os ouvidos reduzidos à sua lateralidade. [...]
É mais pedinchão.
- M. de E. terá sido (com O d. dos P., de L. J.) «responsável» pela mudança de Rumo de D....; muito devagar lido, na Pausa da Tarde ( D. ainda na C. da C.), no Lago dos Patos do Parque... ou no Jardim das Amoreiras...; na FNC, em [...] apresentou-lho; comentou o «bom estado do exemplar», disse que «duvidava se tinha algum», para a assistente, que se prontificou a encontrar-lho; perguntou ainda a D. «se sabia quantos livros tinha»;
- Entrevista, 2018; Entrevista, 2006 (a A. M. R.); Entrevista, 2008 (a M. C.);
Entrevista, 2014 (?) ( a M. C.); «Grande Entrevista», 2017 (8-11);
- Crónica de M. E. C.; «Carta ao meu irmão acidental» (Paulo Faria);
- DEPO: Lídia Jorge; Ana M. de Carvalho; Ana Paula Arnaut; F. José Viegas ;
R. G. de Carvalho; J. C. e Silva; António Guerreiro;
- Dez Livros (Público); Dossiê - Público;
- ensaio, na Revista «Convergência Lusíada» (n.º 36, Especial, «Quinhentos Camões, o poeta reverberado» ;
EXCERTO (relativo ao soneto de «Incipit» Correm turvas as águas deste rio):
Camões, nos sonetos, não raro estabelece um acordo, ou desacor-do, entre antinomias, não se cansando de abraçar adversativas. Nes-se caso, não, pois o poema é um fluxo mais ou menos linear, como se começasse turvo, como o “rio” do primeiro verso, e turvo termi-nasse, indo da descrição de um locus à de um éthos. O que chamei de linearidade é, na verdade, uma acumulação de argumentos que deságua no último terceto, quando, ao contrário de uma solução, a conclusão é mais que nunca ligada à aparência – desde o primeiro verso, o poema está debruçado sobre o mundo, procurando entendê--lo, quer dizer, procurando algum modo de dizê-lo, mas indicando que o entendimento não se oferece pacificamente, pois a condição da existência é indigente
Camões, nos sonetos, não raro estabelece um acordo, ou desacor-do, entre antinomias, não se cansando de abraçar adversativas. Nes-se caso, não, pois o poema é um fluxo mais ou menos linear, como se começasse turvo, como o “rio” do primeiro verso, e turvo termi-nasse, indo da descrição de um locus à de um éthos. O que chamei de linearidade é, na verdade, uma acumulação de argumentos que deságua no último terceto, quando, ao contrário de uma solução, a conclusão é mais que nunca ligada à aparência – desde o primeiro verso, o poema está debruçado sobre o mundo, procurando entendê--lo, quer dizer, procurando algum modo de dizê-lo, mas indicando que o entendimento não se oferece pacificamente, pois a condição da existência é indigente