sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

MAPA DO DIA ou «como sair da frase»

Há  dois anos que V. é consultado pelo Dr. K. M., belga, especialista em [...]

Fala Ing,, Alem., Franc., e Flam. e hoje referiu que, em rapaz,  «estudou Latim, durante seis anos, seis horas por semana...»

[...] não saindo do seu Meio, e, ou, vocabulário técnico, já se entende bem com a Língua Portuguesa - mas pediu sugestões para [...]

Engraçado quando referiu que «entrava bem, mas que depois não sabia como sair da Frase...»

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

«Caderno de Vocabulário» ou «Básicopraticamente» - Lobo Antunes

[De manhã, V. viu o texto  na Barra do Quadrado de DDTS...;                Quem terá sido o Afixador?]                   Frases e palavras «soltas» da Narrativa de Lobo Antunes, para que talvez formem «uma Malha»

[...] - Se a mãe sesse o pai puzia gravata [...] - É um bocado aborrecente
[...]- O que caracteriza esta doença é ser caracterizada pelas seguintes características.
[...] Se dependesse de mim puzia o meu primo a dar aulas, arranjava um ministro menos aborrecente [...]
[...] - Lembro-me de um cabo, em Angola, que respondeu - Básicopraticamentequando lhe perguntei se ele achava que tinha razão, - [...] É chato na medida em que se torna aborrecido - [...] 
[...] E aborrecente possui uma perfeição semântica que deixa o aborrecido a léguas. 
[...] - E viver bem [...]  Exige apenas, básicopraticamente, olhinhos, e do que Portugal necessita é de cidadões com olhinhos, 
[...]Básicopraticamente não nos ocupemos demasiado dos cidadões, [...] aceitemos que as coisas são chatas na medida em que se tornam aborrecidas, 
[...] A vida dos pobres, quer dizer, dos cidadões, é tão aborrecente. [...]
Completa [agora também reproduzindo a ilustração de Susana Monteiro]  
- no arquivo da Visão -          AQUI

domingo, 8 de novembro de 2015

Modificador do grupo verbal e modificador frásico

- recentemente saída num EX., a Q. gerou raras respostas certas.

No Ciberdúvidas, como sempre:

verbete n.º 30926, de Pedro Mateus, de 13-02-2012 - AQUI

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Pessoa: «Não sei o que o amanhã trará»



Para a frase transcrita, 

«Não sei o que o amanhã trará» (... me reserva»)

- usada como título de um espectáculo de Marionetas - ref. no ALPA - ver a interpretação de António M. Feijó*, no final do ensaio «Alberto Caeiro e as últimas palavras de Fernando Pessoa», na Colóquio - Letras, n.º  155 - 156, de Janeiro de 2000
- digitalizado AQUI

- transcrição do REcorte referido:

"[...] quando em Dezembro [Novembro] de 1935, foi acometido pela crise que o levou ao hospital e à morte, escreveu, numa folha de papel retirada da pasta que sempre o acompanhava, uma frase em inglês que viria a tornar-se um exemplo mais de um sub-género particular, o dos pronunciamentos gnómicos finais legados por criaturas de génio «I Know not what to-morrow will bring.» Não parece, todavia, ter sido notado que este enunciado é uma versão de um verso de Horácio (Ode IX 13): «Quod sit futurum cras fugere quaerere»*, adoptado nas circunstâncias adversas de uma crise perceptível. A implicação é, no entanto, clara: as últimas palavras de Pessoa são o enunciado final, incaracterísticamente redigido em inglês, do estóico Ricardo Reis, o autor de tantas versões de odes de Horácio, que finalmente conduziu Fernando Pessoa até à morte"

* O verso de Horácio é traduzido no Oxford Book of Literary Quotations [...] do seguinte modo: «Do not ask what tomorrow may bring»

Colóquio-Letras, n.º 155-156, Janeiro de 2000, p. 189

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Sophia no «639»? Não, obrigado.

Ciclicamente, «Agentes cientificamente responsáveis» arriscam «leituras ditas objectivas» da Grande Arte... 

A diferença, neste Episódio, estará na «dimensão pública do «Acidente»...


A juntar ao artigo-ensaio de A. Guerreiro, o de A. Carlos Cortez («Analisar a poesia em exame ou como deturpar um poema»), hoje, na p. 47 do Público ou AQUI

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Camões

- Documentário biográfico e interpretativo, de 55', com depoimentos vários, da série «Lugares da História» - de 2002, disponível no ARQUIVO RTP

- Programa de 22', de 1978 (!) , da série «Este Portugal que somos», de, e com, António José Saraiva (1917 - 1993) -          tb. no ARQUIVO RTP

quinta-feira, 28 de maio de 2015

«Agramática» - ManOel de Barros

Recortes do poema:

"Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas
leituras não era a beleza das frases, mas a doença
delas.

[...]
- Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável,
o Padre me disse.

[...]
Há que apenas saber errar bem o seu idioma.
Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de
agramática."


“Mundo pequeno, VII” in «O Livro das Ignorãças», 1993

Poema dito pelo próprio autor, ManOel de Barros, na «Videografia» n.º 29, de «CinePovero 2009» - com texto completo...

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Hoje - arquitectas = arquitetas

a partir de hoje(?), arqui... = arqui...

Artigo do Observador

«AO» - mais vale prevenir...

... do  que remediar                   [dizia o Povo, antes «Iletrado»]

[à «beira» do «639», a «Besta», vão surgindo algumas (poucas, acrescente-se)  vozes preocupadas...; 
mas:  será mesmo que, desta vez,  «irreversível» significa «mesmo» «irreversível»...]


[repete-se o que já aqui fora inserido, a 25 de nov. de 2011  :

[Na Casa da (revista) Visão, uma Infografia («Agora que é obrigatório...») que simplifica a «Coisa» ]

terça-feira, 31 de março de 2015

«REspeita a gramática... + o gajo era genial»

... e ganha barriga»

(de O Mandarim, dito por Matilde Campilho e rematado com:

«O gajo era genial»)

AQUI

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

«a língua que mete o tu dentro do eu» - Luisa Dacosta

Recorte de depoimento de L. D., à revista «Única», de 25-06 - 2005, do Expresso - de novo reproduzida, no endereço abaixo indicado,
[sublinhados acrescentados]
 
[...]
A nossa língua é espantosa. Acho que temos uma língua privilegiada. É uma língua que tem dois tempos. Um para o tempo que se gasta, que é o estar, e um tempo para a eternidade, que é o ser. É das poucas línguas no mundo que tem isso. Depois temos uma coisa espantosa, miraculosa, que é poder conjugar pessoalmente o verbo no infinito. O infinito é o verbo fora do espaço e do tempo. Penso que é a única língua do mundo que consegue meter o tu dentro do eu. Quando digo "eu amar-te-ei", mete o "tu" e depois é que fecha o verbo. Temos essa possibilidade espantosa. A nossa língua é mitológica. [...]

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/o-adeus-a-luisa-dacosta-que-subiu-as-arvores-ate-aos-50-anos=f911111#ixzz3Rw2tTekz
 
 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Delgado

- o  documentário, de 2008, de António Cunha - Arquivo Municipal de Lisboa - Videoteca:

AQUI

- um «dossiê», nos «Explicadores» do «Observador» - AQUI

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Regaleira (Quinta da) - pelo fotógrafo Taylor Moore

- neste caso,  seguiu-se o rasto do artigo do Observador-  AQUI, 

 - para se chegar ao conjunto fotográfico - AQUI