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domingo, 1 de março de 2020

«O’Neill e os atacadores da língua» - Clara Ferreira Alves

Retrato de  Fernando Lemos, cedido pela
 Fundação Colecção Berardo

pela  (re)publicação [...];  
- anterior à Fase «para Assinantes», está na íntegra (por ora...); fotografia daí 
RECORTE
[...]“O meu estilo é não ter estilo”, dizia meio a brincar e meio a sério. Não tinha estilo porque inventou um, o estilo O’Neill. “Bem sei que muitos dos meus versos nem para atacadores.” Não exatamente. Ele pôs os atacadores, se quiserem a imagem de pobrezinho no país do diminutivo, nos sapatos com que anda a língua portuguesa. Sem os atacadores não iríamos a lado algum. [...]Foi um descobridor da língua. [...]

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

«O'Neill por O'Neill»

- D., na fase da «Mercearia» (do final de 81 a Julho de 83) testemunhou a «verve» de  O'Neill aplicada ao quot.o         (« e o resto não se diz...»)
- passaram mais de 30 anos...; não é que tenha deixado de o reler, mas, agora, graças ao (sempre vilipendiado) PROG...., tem que alargar essas leituras (...)
- no Posfácio à nova edição da [...], Maria Antónia Oliveira comenta esse texto lido pelo próprio,«escondido» num disco, de 72, que acompanhava..:

[...]Esse é provavelmente o seu texto mais despojadamente autobiográfico. Curioso é que um testemunho tão importante, em que o poeta se descreve, nunca ele o tenha publicado em letra de forma. E não só o escondeu num disco como lhe deu um título comedido - «o poeta fala do seu livro». Na verdade, nada se diz sobre Entre a cortina e a vidraça, e o título não é senão um disfarce para aquilo que constitui, sem dúvida, um manifesto. Provavelmente por ter este carácter misto de manifesto e de confissão o disse em vez de o escrever. [...]

Maria Antónia Oliveira, («Posfácio»a), Poesias completas & dispersos, 2017, p. 719