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domingo, 22 de março de 2026

«Um livro puxa pela Internet» (MEC)

 Crónica de hoje de M. E. C., «Entre o glacis e os gabiões».. OU Literatura versus Cinema versus «Internet» versus «podcast»

RECORTE(s):

[...] Por isso é que ler um livro é melhor: porque não se está a fazer mais nada. Não é o livro que é melhor do que o podcast: é o cérebro dedicado inteiramente ao que entra pelos dois olhos, com os ouvidos reduzidos à sua lateralidade. [...]

Quando vi o filme, vi o glacis e os gabiões, mas, como os via, não precisei de saber os nomes. E como não pensei nisso, também não pensei na maneira como tinham sido concebidos.
Podia parar o filme e ir ver, mas parar o filme para quê? O filme não desperta curiosidade. Não me faz sentir-me ignorante. Não me desafia a completá-lo.
O livro torna-me activo. Puxa por mim. Emprega-me todo. Faz-me trabalhar pela minha cumplicidade. É quase como me tornar membro de uma organização secreta.
Um livro puxa pela Internet. É mais moderno.

É mais pedinchão.

quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Ler não é «folhear», «é estar absorto»

 - revistas em «consultórios médicos ou cabeleireiros», também D. «folheou» muitas [ainda hoje comprou uma para a General...]; na crónica de hoje, «A desfolhada infinita», MEC parte daí para ironizar a não leitura nos telemóveis» = «folhear imagens avulsas», equivalente, afinal

RECORTES:
[...] A minha mãe, que era microbofóbica, não nos deixava mexer nessas revistas, por causa do princípio eterno do “não se poder saber onde estiveram”, [...]
Quando fiquei adulto, ainda me diverti a folhear essas revistas, [....]
Agora acontece a mesma coisa com os telemóveis. Sempre que me calha ficar atrás de alguém que está a olhar para o telemóvel, lembro-me da atmosfera dessas salas de espera.
Também com os telemóveis é muito raro apanhar alguém a ler. O que fazem é puxar, puxar, puxar, scroll, scroll, scroll, [...] .
Estão a folhear imagens avulsas com o mesmo desinteresse de quem está à espera de ser chamado para a consulta. Não estão a ler. Ler é o contrário disso: é estar absorto, é não querer ser interrompido. [...]

domingo, 8 de maio de 2022

Ler ou não Ler

 - o («muito batido ou repetido, estudado...») Índice de Leitura (de Literatura...) e «Práticas», e Estatísticas..., programa, n.º 13,  da série «É OU NÃO É», de 03 de Maio, com, entre outros, J. B., «Ex-AA»; 
- [visto no dia pela General] a rever, na «RTP-PLAY»;

terça-feira, 29 de março de 2022

«Que tal um ataque à Leitura?» (a «sagrada)», por M. E. C.

Irónica crónica, como quase sempre, esta, de M. E. C., «já com alguns dias» de publicada... [no Dia Mundial»...]

RECORTE

[...] Há décadas que não ouço nem leio um ataque à leitura: é muito mau sinal. É tão fácil maldizer a leitura, até pelas mesmas razões viradas do avesso: porque rouba tempo, por exemplo.

A leitura santificou-se porque as pessoas deixaram de ler. Ler é visto com um exercício ascético que certos santos extraordinariamente inteligentes empreendem para alcançar estados místicos que não estão ao alcance de qualquer um. [...]

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Poesia para (futuros) médicos

 -: Barreto Guimarães, em entrevista de dia 13, à «Visão» fala sobre as aulas de poesia que ele, médico e poeta, vai dar a futuros médicos...

RECORTE:

domingo, 27 de setembro de 2020

Ler: a última Fronteira?

 [vá lá que, no 1.º Dia, no Palácio 1920, só uns quantos «assumiram» NÃO ler..; há esperança?] 

Recorte do artigo de hoje, de  Teresa Roque, no OBS:

[...] Entretanto a leitura saiu de cena. É muito mais fácil aceder à Netflix do que ler um livro. O problema é que a leitura é crucial. Desenvolve o nosso vocabulário; estimula a nossa imaginação, melhora a nossa apreciação e compreensão da cultura, aumenta o nosso conhecimento, prolonga a nossa capacidade de atenção e assim por diante. Tente fazer com que um adolescente leia, hoje em dia. Aperceber-se-á de que é uma árdua batalha. [...]