segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

«Bicho do Mato», por MEC, e a «Pausa»

- há dias, no Paraíso 1617, perguntaram a J. se «participava no Lanche de N.»  - lá descreveu, com absurdas Just., a sua Face «BdM»...
- [àquilo que faz, J. chama cada vez menos «Profis.»; ainda é o que o impede de se tornar «BdM» total; mas,  quando vem a «Pausa» (3 ou 4 por Ciclo), «volta a BdM» e: «Silêncio, Maravilhoso Silêncio...»]
- numa dessas horas, chegou a Crónica de M.E.C., de domingo, 18....:

RECORTE:
[...]
     Os bichos do mato nunca fazem mal uns aos outros. Nunca se convidam para almoçar, nunca se desafiam para fazer nada, nunca usam verbos no futuro e nunca usam expressões ameaçadoras como “um dia destes vou lá a tua casa fazer-te uma visita”.
    É fácil identificá-los porque, quando os bichos do mato falam uns com os outros, pôem-se sempre de pé. Nunca se sentam juntos. É proibido.
    Faz parte do pacto original que assinaram quando se tornaram bichos do mato. Eles sabem muito bem que tudo o que há para dizer, de importante e carinhoso, pode ser dito em dois ou três minutos, enquanto se está em pé.
[...]

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

«O sentimento d'um ocidental»

- poema «autopsicografado» + referências várias - até cerca do 12.º minuto do programa «Lit. Aqui», de Pedro Lamares, de 26 de nov. de 2016 (III Série):

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Saramago - «momento de glória»

- entrevista de 2008, recolocada por Anabela Mota Ribeiro no seu excelente Arquivo: AQUI

sábado, 1 de outubro de 2016

«American Girl» OU «a metáfora (?) do Comer»

American Girl in Italy, 1951 Copyright 1952, 1980 Ruth Orkin
- já era tempo de tais frases («comia-te toda») «irem a Tribunal», de fa(c)to - no DN, de hoje (foto na 1.ª página...)

- quanto à fotografia de 1951...  [... J. declara que D. nasceu em 1955... e que muito foi o «linguajar» a que «assistiu»...]

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Acentuação («andamos e andámos»)

Crónica de Nuno Pacheco, sobre a acentuação, sobretudo em volta da distinção entre «andamos» e «andámos» («às vezes um pequeno acento faz toda a diferença»)

no Público de hoje

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

AO: defunto-vivo?

- «O Injustificável Acordo Orto(Gráfico)»  artigo de Gastão Cruz, de dia 7, no Público (na sequência de outros, recentes, de (....)

DAQUI

Recorte:
 [...] As diferenças entre o português europeu e o sul-americano não são fundamentalmente ortográficas, quando sabemos bem que a separação maior dessas duas vertentes não reside no domínio da ortografia, e sim nos planos vocabular e sintáctico.
  Nenhum brasileiro, alguma vez, deixou de entender um texto oriundo de Portugal, por causa da grafia usada até há pouco (e que continua a ser utilizada por muitos, entre os quais me incluo), assim como nenhum português jamais encontrou qualquer especial dificuldade, por causa das diferenças gráficas, em apreender o que tenha sido escrito de acordo com as normas vigentes em terras brasileiras. [...]

terça-feira, 9 de agosto de 2016

«Isso sabe-se» = «Já se sabe» ( M. E. C.)

«Isso sabe-se» 
Era a expressão (Bordão de Fala?)  mais usada pela Marechal H. - 
- Equivalente, em crónica de M. E.C.

REcorte:
O “já se sabe” é o “estava-se mesmo a ver” do tempo. É como o “eu não te disse?” de quem nunca nos disse tal coisa ou o “Ah pois...” que nos acolhe quando exprimimos uma surpresa. Se as estradas estivessem cheias de sardinhas caídas do céu, estes marmanjos não pestanejariam: “Ah pois...já se sabe...(...(
Ainda não vieram os relâmpagos e as trovoadas de Agosto mas os “já se sabes” já estão todos a acumular-se por dentro dos lábios inferiores, prontos para serem disparados ao mínimo comentário sobre um imprevisto.(...(

sábado, 16 de julho de 2016

«Contínua» («ser ou não ser...»)

- «Contínua» é um termo que continua a ...  - o porquê do «contínuo» Uso de um VOC. do «Tempo da Outra Senhora», não o sabe V....

- dá título a uma «PAA» [«Ser Contínua»]: ver AQUI   [já não; passou a «Privado»...viva a «santa»...]

domingo, 29 de maio de 2016

«Testes á Visão Grátis» - FIM

«Testes á Visão Grátis» 
- em letras «Grandes», numa Tarja colada na Diagonal, na Montra de Optopmetrista da G. R. [...] - [terá aberto algum tempo, não muito,  depois de V. vir para o Galhardo, em Set. de 96...]

- um dia, quando ainda ia a pé para o Palácio, dirigiu-se ao Dono (e Técnico da Área), «protestando» pelos dois erros...; não se lembra da resposta («agreste»? «boçal-indiferente»?) da «Figura», mas o Letreiro lá continuou ...

- hoje, a caminho do «café+jornal» matinais, V. deparou-se com a montra coberta de jornais; terá falido, finalmente? [é que, Clientes, nunca lá avistou muitos...]

- Well, não há como o Tempo, para... [« e o resto não se diz...»]

terça-feira, 24 de maio de 2016

«parágrafos corridos, vírgulas alfandegárias»

- e de um texto para uso funcional» em Envelope sai um Recorte:

[...] A língua foi-lhe uma pátria, como disse Pessoa. Um território de parágrafos corridosvírgulas alfandegáriasnarradores metediços, efabulações fantásticas que guardavam parábolas, alegorias, metáforas, maravilhamentos. E se, um dia, todos ficassem cegos? E se a morte não matasse? E se Caim viajasse no tempo? E se Blimunda e Baltasar se perdessem nos olhos um do outro? E se um elefante indiano atravessasse a Europa e mergulhasse no nevoeiro, como um escritor que enfrentasse a morte? [...]

 Sílvia Cunha, Visão, n.º 903,  24 de junho de 2010
[sublinhados acrescentados]

sábado, 14 de maio de 2016

Número de «Costas», por M. E. Cardoso

Recortes da Narrativa de Miguel Esteves Cardoso, de hoje -«As nossas costas» , no Público:

  Em francês, inglês e italiano a parte do nosso corpo a que chamamos as nossas costas  não são muitas nem várias nem poucas nem duas. É só uma.Le dosthe back e la schiena ou il dorso estão no singular. [...]
   Em português alguém pode dizer "tenho uma dor nas costas" e a pessoa com quem está a falar pode perguntar "em quais, ao certo?" ou "só nalgumas ou em todas?
   O outro lado das costas não são as frentes. Temos dois olhos, ombros, braços e duas pernas, orelhas e mãos porque, embora semelhantes, estão separadas: umas e uns à esquerda, outros e outras à direita. [...]
    As costas serão duas (a superior e a inferior)? Não.  [...]
       Se nós, os que falam português, sentirmos, singularmente, uma única dor num único sítio do nosso dorso, temos a estranhia mania de pluralizar [...]
     O que é que se passa connosco e com a nossa língua? É a eterna pergunta interessante e irrespondível. Que tristeza seria acharmos que, nalgum dia do futuro, outros saberão responder por nós - ou, pior, que  deixarão de perguntar.

terça-feira, 22 de março de 2016

o Antes e o Depois do «Mas»...

- crónica de hoje, no Público, em que, a propósito do «Caso Lula» (ou das relações entre Justiça e Política)  é argumentado que o que "vem depois da adversativa «Mas» é mais significativo do que ó que é referido antes"

RECORTES:

Diz-me onde colocas o teu “mas” e eu dir-te-ei quem és. Um dos segredos para compreender as genuínas convicções de qualquer pessoa [...] está em detectar o lugar onde no seu discurso surge a conjunção adversativa “mas”.
[...]
A conjunção adversativa é muito sedutora, porque junta opostos, permite contrastes e promove uma certa imagem de equilíbrio do locutor, mas a sua neutralidade é apenas simulada e, quase sempre, falsa. O “mas” tem de ser colocado nalgum lado, e o lugar onde ele está acaba por clarificar as verdadeiras intenções (e as verdadeiras convicções) do dono do discurso. [...]
(sublinhados acrescentados) ----             DAQUI

quarta-feira, 2 de março de 2016

Pessoa: 5 Propostas para o Bom Leitor

5 propostas para o próximo Milénio?

[terminada a Tomenta - varíável de Quadrado para Quad. - é tempo de Envelopes, antes da Fuga para o Egi(p)to, não, para o Rugido; num dos Qd.s - bem man., por sinal - o Fecho foi constituído pelo que abaixo se transcreve:...]


(a concluir)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

«Gramática» - Manuel Alegre

GRAMÁTICA

Eis a língua: território devastado
O rato rói a rolha e a gramática
E as cordas partem-se por dentro da sintaxe

As sílabas da pátria estão superlotadas

Manuel Alegre, Chegar aqui, 1984