sábado, 18 de fevereiro de 2017

Gramatical «QUIZ»

- após se designar a «Gramática como a Matemática da Língua Portuguesa» (???) ,  ...., propõe-se um «Quiz» com 15 questões de «tripla escolha» - mas em que alumas precisam de «aperfeiçoamento», isto é, adequação à NOMENC. na Lei, desde 2006 (?)... (e outros pormenores na sua redação...)
- de resto, «replicado», digamos, semanalmente, seria «um bom serviço» a quem,  com «denodo»,  tenta que «mais do que  2 ou 3 em cada Cem se ...» (parece aquele velho anúncio ao sabonete «Lux»...)
- tão interessante como «acertar» é verificar a percentagem de falhas a cada questão...

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Arca sem fundo (Os novíssimos exploradores da)

- artigo de ontem do Público, de Luís Miguel Queirós, com alguns desses novíssimos estudiosos da «obra Aberta» de Pessoa

- só Uribe (Jorge) «repete» neste «Especial» do Obs., em que Rita Cipriano fala sobre (e com) 5 investigadores

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Camões - o Malandro - Helder Macedo

- do recente livro, em que H. M. republica 25 dos seus ensaios - o OBS reproduz um ensaio dedicado Camões, intitulado «O Imaginário da Malandragem»

[verificar se é o que J. já referiu AQUI]

sábado, 28 de janeiro de 2017

Aperfeiçoar?

- A Tira de Luís Afonso, de hoje - «dedicada» ao «AO»


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

«a resposta é a pergunta» - por M. E. C.

- Crónica de ontem, no Público - «Sempre sem responder», com um Labirinto Aforístico bem «planificado» («que se dane o OX.») 

REcorte: 

[...] É um erro fazer perguntas à espera de uma resposta. A conjunção pergunta/resposta é forçada e prejudicial. Uma resposta é coisa pouca. Ser responsável é saber aceitar as perguntas que se fazem.
Uma pergunta é boa ou má, sem relação com ter ou não resposta. A melhor resposta a uma pergunta é concordar. Ou responder com outra pergunta.
Uma pergunta é uma afirmação que aceita ficar pendurada. Pendurada, perdura. As perguntas, quando recebem respostas, morrem. Ficam arrumadas.
Leva tempo a fazer uma pergunta que satisfaz, que não leve a outras perguntas. É a exigência de respostas que nos condena. Compromete-nos. Apressa-nos. Cobre-nos, no tempo, de ridículo. Querer uma resposta ainda é pior do que não ter nenhuma pergunta para fazer. [...]

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

«Bicho do Mato», por MEC, e a «Pausa»

- há dias, no Paraíso 1617, perguntaram a J. se «participava no Lanche de N.»  - lá descreveu, com absurdas Just., a sua Face «BdM»...
- [àquilo que faz, J. chama cada vez menos «Profis.»; ainda é o que o impede de se tornar «BdM» total; mas,  quando vem a «Pausa» (3 ou 4 por Ciclo), «volta a BdM» e: «Silêncio, Maravilhoso Silêncio...»]
- numa dessas horas, chegou a Crónica de M.E.C., de domingo, 18....:

RECORTE:
[...]
     Os bichos do mato nunca fazem mal uns aos outros. Nunca se convidam para almoçar, nunca se desafiam para fazer nada, nunca usam verbos no futuro e nunca usam expressões ameaçadoras como “um dia destes vou lá a tua casa fazer-te uma visita”.
    É fácil identificá-los porque, quando os bichos do mato falam uns com os outros, pôem-se sempre de pé. Nunca se sentam juntos. É proibido.
    Faz parte do pacto original que assinaram quando se tornaram bichos do mato. Eles sabem muito bem que tudo o que há para dizer, de importante e carinhoso, pode ser dito em dois ou três minutos, enquanto se está em pé.
[...]

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

«O sentimento d'um ocidental»

- poema «autopsicografado» + referências várias - até cerca do 12.º minuto do programa «Lit. Aqui», de Pedro Lamares, de 26 de nov.: AQUI

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Saramago - «momento de glória»

- entrevista de 2008, recolocada por Anabela Mota Ribeiro no seu excelente Arquivo: AQUI

sábado, 1 de outubro de 2016

«American Girl» OU «a metáfora (?) do Comer»

American Girl in Italy, 1951 Copyright 1952, 1980 Ruth Orkin
- já era tempo de tais frases («comia-te toda») «irem a Tribunal», de fa(c)to - no DN, de hoje (foto na 1.ª página...)

- quanto à fotografia de 1951...  [... J. declara que D. nasceu em 1955... e que muito foi o «linguajar» a que «assistiu»...]

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Acentuação («andamos e andámos»)

Crónica de Nuno Pacheco, sobre a acentuação, sobretudo em volta da distinção entre «andamos» e «andámos» («às vezes um pequeno acento faz toda a diferença»)

no Público de hoje

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

AO: defunto-vivo?

- «O Injustificável Acordo Orto(Gráfico)»  artigo de Gastão Cruz, de dia 7, no Público (na sequência de outros, recentes, de (....)

DAQUI

Recorte:
 [...] As diferenças entre o português europeu e o sul-americano não são fundamentalmente ortográficas, quando sabemos bem que a separação maior dessas duas vertentes não reside no domínio da ortografia, e sim nos planos vocabular e sintáctico.
  Nenhum brasileiro, alguma vez, deixou de entender um texto oriundo de Portugal, por causa da grafia usada até há pouco (e que continua a ser utilizada por muitos, entre os quais me incluo), assim como nenhum português jamais encontrou qualquer especial dificuldade, por causa das diferenças gráficas, em apreender o que tenha sido escrito de acordo com as normas vigentes em terras brasileiras. [...]

terça-feira, 9 de agosto de 2016

«Isso sabe-se» = «Já se sabe» ( M. E. C.)

«Isso sabe-se» 
Era a expressão (Bordão de Fala?)  mais usada pela Marechal H. - 
- Equivalente, em crónica de M. E.C.

REcorte:
O “já se sabe” é o “estava-se mesmo a ver” do tempo. É como o “eu não te disse?” de quem nunca nos disse tal coisa ou o “Ah pois...” que nos acolhe quando exprimimos uma surpresa. Se as estradas estivessem cheias de sardinhas caídas do céu, estes marmanjos não pestanejariam: “Ah pois...já se sabe...(...(
Ainda não vieram os relâmpagos e as trovoadas de Agosto mas os “já se sabes” já estão todos a acumular-se por dentro dos lábios inferiores, prontos para serem disparados ao mínimo comentário sobre um imprevisto.(...(

sábado, 16 de julho de 2016

«Contínua» («ser ou não ser...»)

- «Contínua» é um termo que continua a ...  - o porquê do «contínuo» Uso de um VOC. do «Tempo da Outra Senhora», não o sabe V....

- dá título a uma «PAA» [«Ser Contínua»]: ver AQUI   [já não; passou a «Privado»...viva a «santa»...]

domingo, 29 de maio de 2016

«Testes á Visão Grátis» - FIM

«Testes á Visão Grátis» 
- em letras «Grandes», numa Tarja colada na Diagonal, na Montra de Optopmetrista da G. R. [...] - [terá aberto algum tempo, não muito,  depois de V. vir para o Galhardo, em Set. de 96...]

- um dia, quando ainda ia a pé para o Palácio, dirigiu-se ao Dono (e Técnico da Área), «protestando» pelos dois erros...; não se lembra da resposta («agreste»? «boçal-indiferente»?) da «Figura», mas o Letreiro lá continuou ...

- hoje, a caminho do «café+jornal» matinais, V. deparou-se com a montra coberta de jornais; terá falido, finalmente? [é que, Clientes, nunca lá avistou muitos...]

- Well, não há como o Tempo, para... [« e o resto não se diz...»]

terça-feira, 24 de maio de 2016

«parágrafos corridos, vírgulas alfandegárias»

- e de um texto para uso funcional» em Envelope sai um Recorte:

[...] A língua foi-lhe uma pátria, como disse Pessoa. Um território de parágrafos corridosvírgulas alfandegáriasnarradores metediços, efabulações fantásticas que guardavam parábolas, alegorias, metáforas, maravilhamentos. E se, um dia, todos ficassem cegos? E se a morte não matasse? E se Caim viajasse no tempo? E se Blimunda e Baltasar se perdessem nos olhos um do outro? E se um elefante indiano atravessasse a Europa e mergulhasse no nevoeiro, como um escritor que enfrentasse a morte? [...]

 Sílvia Cunha, Visão, n.º 903,  24 de junho de 2010
[sublinhados acrescentados]

sábado, 14 de maio de 2016

Número de «Costas», por M. E. Cardoso

Recortes da Narrativa de Miguel Esteves Cardoso, de hoje -«As nossas costas» , no Público:

  Em francês, inglês e italiano a parte do nosso corpo a que chamamos as nossas costas  não são muitas nem várias nem poucas nem duas. É só uma.Le dosthe back e la schiena ou il dorso estão no singular. [...]
   Em português alguém pode dizer "tenho uma dor nas costas" e a pessoa com quem está a falar pode perguntar "em quais, ao certo?" ou "só nalgumas ou em todas?
   O outro lado das costas não são as frentes. Temos dois olhos, ombros, braços e duas pernas, orelhas e mãos porque, embora semelhantes, estão separadas: umas e uns à esquerda, outros e outras à direita. [...]
    As costas serão duas (a superior e a inferior)? Não.  [...]
       Se nós, os que falam português, sentirmos, singularmente, uma única dor num único sítio do nosso dorso, temos a estranhia mania de pluralizar [...]
     O que é que se passa connosco e com a nossa língua? É a eterna pergunta interessante e irrespondível. Que tristeza seria acharmos que, nalgum dia do futuro, outros saberão responder por nós - ou, pior, que  deixarão de perguntar.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

terça-feira, 22 de março de 2016

o Antes e o Depois do «Mas»...

- crónica de hoje, no Público, em que, a propósito do «Caso Lula» (ou das relações entre Justiça e Política)  é argumentado que o que "vem depois da adversativa «Mas» é mais significativo do que ó que é referido antes"

RECORTES:

Diz-me onde colocas o teu “mas” e eu dir-te-ei quem és. Um dos segredos para compreender as genuínas convicções de qualquer pessoa [...] está em detectar o lugar onde no seu discurso surge a conjunção adversativa “mas”.
[...]
A conjunção adversativa é muito sedutora, porque junta opostos, permite contrastes e promove uma certa imagem de equilíbrio do locutor, mas a sua neutralidade é apenas simulada e, quase sempre, falsa. O “mas” tem de ser colocado nalgum lado, e o lugar onde ele está acaba por clarificar as verdadeiras intenções (e as verdadeiras convicções) do dono do discurso. [...]
(sublinhados acrescentados) ----             DAQUI

quarta-feira, 2 de março de 2016

Pessoa: 5 Propostas para o Bom Leitor

5 propostas para o próximo Milénio?

[terminada a Tomenta - varíável de Quadrado para Quad. - é tempo de Envelopes, antes da Fuga para o Egi(p)to, não, para o Rugido; num dos Qd.s - bem man., por sinal - o Fecho foi constituído pelo que abaixo se transcreve:...]


(a concluir)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

«Gramática» - Manuel Alegre

GRAMÁTICA

Eis a língua: território devastado
O rato rói a rolha e a gramática
E as cordas partem-se por dentro da sintaxe

As sílabas da pátria estão superlotadas

Manuel Alegre, Chegar aqui, 1984

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

MAPA DO DIA ou «como sair da frase»

Há  dois anos que V. é consultado pelo Dr. K. M., belga, especialista em [...]

Fala Ing,, Alem., Franc., e Flam. e hoje referiu que, em rapaz,  «estudou Latim, durante seis anos, seis horas por semana...»

[...] não saindo do seu Meio, e, ou, vocabulário técnico, já se entende bem com a Língua Portuguesa - mas pediu sugestões para [...]

Engraçado quando referiu que «entrava bem, mas que depois não sabia como sair da Frase...»

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

«Caderno de Vocabulário» ou «Básicopraticamente» - Lobo Antunes

[De manhã, V. viu o texto  na Barra do Quadrado de DDTS...;                Quem terá sido o Afixador?]                   Frases e palavras «soltas» da Narrativa de Lobo Antunes, para que talvez formem «uma Malha»

[...] - Se a mãe sesse o pai puzia gravata [...] - É um bocado aborrecente
[...]- O que caracteriza esta doença é ser caracterizada pelas seguintes características.
[...] Se dependesse de mim puzia o meu primo a dar aulas, arranjava um ministro menos aborrecente [...]
[...] - Lembro-me de um cabo, em Angola, que respondeu - Básicopraticamentequando lhe perguntei se ele achava que tinha razão, - [...] É chato na medida em que se torna aborrecido - [...] 
[...] E aborrecente possui uma perfeição semântica que deixa o aborrecido a léguas. 
[...] - E viver bem [...]  Exige apenas, básicopraticamente, olhinhos, e do que Portugal necessita é de cidadões com olhinhos, 
[...]Básicopraticamente não nos ocupemos demasiado dos cidadões, [...] aceitemos que as coisas são chatas na medida em que se tornam aborrecidas, 
[...] A vida dos pobres, quer dizer, dos cidadões, é tão aborrecente. [...]
Completa [agora também reproduzindo a ilustração de Susana Monteiro]  
- no arquivo da Visão -          AQUI

domingo, 8 de novembro de 2015

Modificador do grupo verbal e modificador frásico

- recentemente saída num EX., a Q. gerou raras respostas certas.

No Ciberdúvidas, como sempre:

verbete n.º 30926, de Pedro Mateus, de 13-02-2012 - AQUI

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Pessoa: «Não sei o que o amanhã trará»



Para a frase transcrita, 

«Não sei o que o amanhã trará» (... me reserva»)

- usada como título de um espectáculo de Marionetas - ref. no ALPA - ver a interpretação de António M. Feijó*, no final do ensaio «Alberto Caeiro e as últimas palavras de Fernando Pessoa», na Colóquio - Letras, n.º  155 - 156, de Janeiro de 2000
- digitalizado AQUI

- transcrição do REcorte referido:

"[...] quando em Dezembro [Novembro] de 1935, foi acometido pela crise que o levou ao hospital e à morte, escreveu, numa folha de papel retirada da pasta que sempre o acompanhava, uma frase em inglês que viria a tornar-se um exemplo mais de um sub-género particular, o dos pronunciamentos gnómicos finais legados por criaturas de génio «I Know not what to-morrow will bring.» Não parece, todavia, ter sido notado que este enunciado é uma versão de um verso de Horácio (Ode IX 13): «Quod sit futurum cras fugere quaerere»*, adoptado nas circunstâncias adversas de uma crise perceptível. A implicação é, no entanto, clara: as últimas palavras de Pessoa são o enunciado final, incaracterísticamente redigido em inglês, do estóico Ricardo Reis, o autor de tantas versões de odes de Horácio, que finalmente conduziu Fernando Pessoa até à morte"

* O verso de Horácio é traduzido no Oxford Book of Literary Quotations [...] do seguinte modo: «Do not ask what tomorrow may bring»

Colóquio-Letras, n.º 155-156, Janeiro de 2000, p. 189

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Sophia no «639»? Não, obrigado.

Ciclicamente, «Agentes cientificamente responsáveis» arriscam «leituras ditas objectivas» da Grande Arte... 

A diferença, neste Episódio, estará na «dimensão pública do «Acidente»...


A juntar ao artigo-ensaio de A. Guerreiro, o de A. Carlos Cortez («Analisar a poesia em exame ou como deturpar um poema»), hoje, na p. 47 do Público ou AQUI

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Camões

- Documentário biográfico e interpretativo, de 55', com depoimentos vários, da série «Lugares da História» - de 2002, disponível no ARQUIVO RTP

- Programa de 22', de 1978 (!) , da série «Este Portugal que somos», de, e com, António José Saraiva (1917 - 1993) -          tb. no ARQUIVO RTP

quinta-feira, 28 de maio de 2015

«Agramática» - ManOel de Barros

Recortes do poema:

"Descobri aos 13 anos que o que me dava prazer nas
leituras não era a beleza das frases, mas a doença
delas.

[...]
- Gostar de fazer defeitos na frase é muito saudável,
o Padre me disse.

[...]
Há que apenas saber errar bem o seu idioma.
Esse Padre Ezequiel foi o meu primeiro professor de
agramática."


“Mundo pequeno, VII” in «O Livro das Ignorãças», 1993

Poema dito pelo próprio autor, ManOel de Barros, na «Videografia» n.º 29, de «CinePovero 2009» - com texto completo...

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Hoje - arquitectas = arquitetas

a partir de hoje(?), arqui... = arqui...

Artigo do Observador

«AO» - mais vale prevenir...

... do  que remediar                   [dizia o Povo, antes «Iletrado»]

[à «beira» do «639», a «Besta», vão surgindo algumas (poucas, acrescente-se)  vozes preocupadas...; 
mas:  será mesmo que, desta vez,  «irreversível» significa «mesmo» «irreversível»...]


[repete-se o que já aqui fora inserido, a 25 de nov. de 2011  :

[Na Casa da (revista) Visão, uma Infografia («Agora que é obrigatório...») que simplifica a «Coisa» ]

terça-feira, 31 de março de 2015

«REspeita a gramática... + o gajo era genial»

... e ganha barriga»

(de O Mandarim, dito por Matilde Campilho e rematado com:

«O gajo era genial»)

AQUI

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

«a língua que mete o tu dentro do eu» - Luisa Dacosta

Recorte de depoimento de L. D., à revista «Única», de 25-06 - 2005, do Expresso - de novo reproduzida, no endereço abaixo indicado,
[sublinhados acrescentados]
 
[...]
A nossa língua é espantosa. Acho que temos uma língua privilegiada. É uma língua que tem dois tempos. Um para o tempo que se gasta, que é o estar, e um tempo para a eternidade, que é o ser. É das poucas línguas no mundo que tem isso. Depois temos uma coisa espantosa, miraculosa, que é poder conjugar pessoalmente o verbo no infinito. O infinito é o verbo fora do espaço e do tempo. Penso que é a única língua do mundo que consegue meter o tu dentro do eu. Quando digo "eu amar-te-ei", mete o "tu" e depois é que fecha o verbo. Temos essa possibilidade espantosa. A nossa língua é mitológica. [...]

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/o-adeus-a-luisa-dacosta-que-subiu-as-arvores-ate-aos-50-anos=f911111#ixzz3Rw2tTekz
 
 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Delgado

- o  documentário, de 2008, de António Cunha - Arquivo Municipal de Lisboa - Videoteca:

AQUI

- um «dossiê», nos «Explicadores» do «Observador» - AQUI

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Regaleira (Quinta da) - pelo fotógrafo Taylor Moore

- neste caso,  seguiu-se o rasto do artigo do Observador-  AQUI, 

 - para se chegar ao conjunto fotográfico - AQUI

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Gramática [(a Inutilidade do) fruto da] - Nuno Júdice

A INUTILIDADE DA GRAMÁTICA

Tocando o fruto da gramática como se
caísse de maduro, fazia com que a casca
de verbos se descolasse da polpa e via
cair o sumo do pronome sobre o sujeito
da frase que, para ele, tinha o corpo
da amada. Seguira aquele modelo segundo
o qual no princípio era o verbo; mas
o sujeito sobrepunha-se ao verbo, e via
o seu rosto, que a luz da manhã
enchia de cor, sorrir-lhe, como se
aquela sequência de palavras tivesse
outra vida para além da página. Mas
a árvore secara; e quando foi à procura
da raiz no campo estéril da sua memória,
nenhum pronome tinha corpo, e o verbo
que o animara reduzia-se a uma forma
inactiva nos seus dedos manchados de tinta

Nuno Júdice, O fruto da gramática, D. Quixote, 2014 (setembro), p. 26

sábado, 6 de dezembro de 2014

Pessoa - Heteronímia

A) [...] Hoje já não tenho personalidade: quanto em mim haja de humano, eu o dividi entre os autores vários de cuja obra tenho sido o executor. Sou hoje o ponto de reunião de uma pequena humanidade só minha. [...]

[de «rascunho» de carta a Addolfo Casais Monteiro  - DAQUI ]

B) [...]  “os heterónimos são a Totalidade fragmentada” de Pessoa. ("como dizia Eduardo Lourenço")

 - citado em artigo do Público - «Ípsilon» («Pessoa ilimitado», de Hugo Pinto Santos) que referencia obras recentes de ( e sobre) Pessoa - AQUI

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Haver (o «malfadado» Verbo) - A. A.

«Mestre» de Ofício próximo enviou a C. o seguinte «E-mel»:

Eu falo português "de ouvido" e já não me lembro das justificações... Tira-me uma teima que ando a ter com uma data de gente, sff:

Houveram atividades ? ou Houve atividades?
Haverão atividades? ou Haverá atividades?

Qual é a regra?
A. Am.

Lá seguiram dois «verbetes» do «CBDV»:

http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=30893 (Eunice Marta, 03 - 04 - 2012)
http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=30873  (Eunice Marta, 29 - 03 - 2012)

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Fraseária Pessoana, I

[inaugura uma nova secção...]

«[em Campos], o cansaço é uma inércia tornada abstrata»

J. P. 
[quem, ó C?] 
- Disc. do Palácio 1314


sábado, 15 de novembro de 2014

«Gramática Alternativa, II - T. Gersão

       « Terça, oito
      - Não gosto de gramática, grita o Esquilo com raiva. Quero que as pessoas dos verbos morram todas.
       Como matar as pessoas dos verbos? interrogo-me, surpresa, porque nunca me tinha ocorrido essa ideia. Ou como neutralizá-las, pelo menos?
       Vós pode sempre transformar-se em voz - experimento - podem atar-se todos os nós num único nó, ou transformar-se em noz e comer-se, e a eles dir-se-á que se concorda com elas e a elas que se concorda com eles e deixam-se a discutir a concordância da frase até ao Juízo Final, o tu é o mais resistente, o único que talvez faça falta [...]
[...] o eu é de todos o mais instável, quando se chega perto não está lá, transformou-se num leque onde todos os outros se alternam, e se abre e fecha, com os dedos da mão, o eu não existe em si mesmo,  [...]
       "Notas Para Uma Gramática Alternativa", anoto ainda mentalmente e passo adiante, porque agora não tenho tempo de pensar no assunto.»
 
Teolinda Gersão, Os guarda-chuvas cintilantes - Cadernos I - diário, [1.ª ed: 1984], 3.ª ed, Sextante, 2014, p. 75 [truncado]

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

«Gramática Alternativa» - I

«A oração é uma conjunção final»

[e «Astral», provavelmente - sempre se está no Paraíso (na E. do)]

[e ainda se fosse «caso único» ... ]

terça-feira, 28 de outubro de 2014

«Se» apassivante e «se» impessoal

É uma distinção que cria algumas dificuldades a quem (ainda) não esteja «rotinado» nestas «ocorrências» do pronome pessoal «se»

- resposta a consulente do Brasil - no «CBDV» - detalhada, com exemplos e sistematizada, por Pedro Mateus, em 05 - 03 - 2012 (n.º30766) - AQUI

- ver também, na mesma plataforma - resposta de 25 - 10 - 2011 - (n.º 30045) de Miguel Moiteiro Marques - AQUI

domingo, 26 de outubro de 2014

Memorial: «Vaza autorizada»

a releitura do III «cap» levou à «relocalização»  da detalhada resposta (n.º 28508) de Eunice Marta, de 27 - 07 - 2010,   no «CBDV», a pergunta sobre a expressão «Vaza autorizada» -
 AQUI

segunda-feira, 21 de julho de 2014

«Nem por isso», por MEC

[«Pente Fino» - «andar à Roda de Uma Curta...»]

CRónica de hoje de MEC...

Recortes:
Ainda acalento a esperança de vir a perceber a língua portuguesa mas, com cada ano que passa, a esperança queixa-se que está fria.
É coisa que me preocupe? Nem por isso. "Nem por isso": toda a gente sabe o que quer dizer mas qual é o "isso" por que ocorre o "nem"?
[...]
Pergunta-se a alguém se gosta de viver em Portugal e ele responde "nem por isso". Não é bem "não". É "não especialmente". "Especialmente" é tão irritante como "pessoalmente
[...]
Todas estas manobras, com o "nem por isso" à frente, são um assalto brutal sobre a limpeza e a verdade do simples "não". O "sim" e o "não" têm de ser protegidos. São palavras claras, curtas e lindas.
O "nem por isso" é a alforreca das respostas negativas. O que mais enfurece nela é a falta não-absoluta de significância.

Miguel Esteves Cardoso, Público, 20 - 07 - 2014, p. 45 ou AQUI

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Assertivo ou Compromissivo

- referencia-se um dos artigos  relativos à polémica «criada» por  (um exemplo de) Acto Ilocutório,  Assertivo, para uns,   Compromissivo, para outros... -

RECORTE inicial (sublinhados acrescentados):
                Tal como fizemos notar num artigo a propósito do exame nacional de Português do ano passado, também este ano o exame de Português do 12.º, realizado a 18 de Junho, continua a apostar na objectividade dos critérios de classificação. Ironicamente, naquela que é a parte mais objectiva da prova não existe consenso. Uma frase apenas, cuja autoria se tornou subjectiva, foi suficiente para deflagrar uma polémica extraordinária. [...]  
        
[artigo de Joana Meirim e Nuno Amado] - publicado na página 51 do Público de 10 - 07 ou AQUI

terça-feira, 20 de maio de 2014

Predicativo do complemento direto

- como sempre, no «CBDV»
- após exemplificar, a estudante pergunta «se o predicativo do complemento direto faz parte do próprio complemento direto»

- resposta bastante clara, com exemplos, e também com referências  ao predicativo do sujeiro , de Eunice Marta -
n.º 31314, de 04 - 10 - 2012

- da mesma consultora, outro verbete, com idênticas características, sobre o mesmo constituinte e, desta vez, «distinguindo-o» do «atributo» (modificador?)
- o n. 30459, de 10 - 01 - 2012

[ver outros artigos relacionados, listados nos indicados]

quarta-feira, 12 de março de 2014

Campos - Ode Marítima, por Diogo Infante

Diogo Infante dá voz ao poema de Álvaro de Campos, Ode Marítima, em cena [...]
Neste vídeo realizado pelo PÚBLICO, o actor diz um excerto do texto no Cais das Colunas, em Lisboa.

AQUI

sábado, 22 de fevereiro de 2014

«Há mais marés do que marinheiros»

[«Pente Fino» = viagens pelo Campo de uma curta expressão]

Quando, com a elevada frequência que o Contexto exige, S. se «ouve» a dizer o «dito» a «todo e qualquer um» - e também como forma de «se firmar», na resistência possível -  

-  «ouve-se também a ouvir» o PAI VELHO - que o «aplicava»  «a torto e a direito»

- artigo sobre o mesmo, no «CBDV», de 11 de Fevereiro, da consultora Bárbara Nadais Gama (n.º 32400):              AQUI

sábado, 1 de fevereiro de 2014

«O jeito do jeito» - por MEC

[«Pente Fino» = viagens pelo Campo semântico de UMA palavra]

Recorte inicial da crónica de hoje de MEC, na pág. 47, do Público, de 31 - 01 - 2014 ou:                         AQUI

"Gosto de palavras que só nós portugueses usamos e compreendemos, intraduzíveis. Uma das melhores é jeito, no sentido de dar um jeito, no campo específico duma distorsão corporal.
"Jeito" não quer dizer nada para quem não seja português. Mas nós, portugueses, sabemos exactamente o que é dar um jeito. Não é uma entorse. Não é um traumatismo. É um jeito. É ter sujeitado o nosso corpo a uma violência para a qual não foi concebido para suportar.
É um jeito que deixa uma dor. Ontem, durante o almoço, começou a doer-me o pé e tanto a Maria João como eu diagnosticámos logo que eu tinha dado um jeito. [...]

Miguel Esteves Cardoso

(sublinhados acrecentados)